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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

A Rumo utiliza a Internet das Coisas para assegurar aumentos constantes de eficiência e produtividade em suas operações ferroviárias. Implementado em março de 2017, o Sistema Supervisório já se firmou como uma ferramenta essencial do gerenciamento moderno e preditivo nos mais de 12 mil quilômetros de vias férreas administradas pela Companhia. Os resultados mais relevantes foram a redução do tempo nas análises de falhas em vagões e trilhos e identificações precisas de defeitos em vias e vagões. Exames que levavam dois dias, por exemplo, agora são feitos em uma hora.

“O sistema processa cerca de 360 mil mensagens por dia, que chegam de todos os equipamentos instalados em pontos estratégicos das malhas das Operações Norte e Sul”, diz Alan Rafael Ten Caten, gerente de tecnologia da informação da Rumo. “São informações e check-ups constantes”.

O “esqueleto” do Supervisório é formado por 1.163 detectores de descarrilamento de via e vagão (DDSs), 34 equipamentos de lubrificação de trilhos, 28 Hotboxes (controladores de temperatura dos rodeiros e rolamentos dos vagões), dois ColdWheels (medem a temperatura das rodas dos vagões) e um Atlas (software de análise de dados).

Nos últimos 16 meses, 94 trilhos quebrados foram processados pelo monitoramento do Supervisório, ajudando a evitar possíveis acidentes e direcionando de maneira inteligente os serviços de manutenção da Companhia.

As análises preventivas também ganharam um novo patamar de eficiência, principalmente por meio da interação do Supervisório com equipamentos como o Coldwheels e o Hotbox. “No caso dos Coldwheels, antes de usarmos o sistema de Internet das Coisas, nossa Engenharia levava dois dias para ter a análise das rodas frias e as tendências que cada uma poderia ter em operações futuras”, afirma Caten. “Agora, esse mesmo exame é feito em uma hora.”

Com o Hotbox, o Supervisório recebe alarmes no mesmo momento em que qualquer um dos 25 mil vagões da frota da Rumo apresentem alguma anormalidade durante uma operação. Recebido o alarme, a equipe da Rumo faz uma análise preditiva dos componentes do rodeiro e rolamento para identificar o tipo de defeito.

“Antes do novo sistema, o time de Engenharia de Manutenção que analisava esses dados baixava o log direto do Hotbox, tabulava em uma planilha e passava vagão a vagão em uma composição para identificar qual estava com problemas. Agora, o ganho de tempo é imensurável pois eles analisam diretamente o vagão que precisa ser reparado”, diz o gerente de TI da Rumo.

Obter respostas rápidas no momento do atendimento é importante tanto para quem recebe como para quem presta cuidados, e os recursos de apoio à decisão clínica tem um papel fundamental nesse sentido. No caso do Hospital Quinta D’Or, localizado no Rio de Janeiro, os cerca de 100 médicos da Clínica Médica da instituição fazem o uso do UpToDate. Desenvolvido pela Wolters Kluwer Health, empresa líder global em serviços de informação e soluções para profissionais nas áreas de saúde, o recurso ajuda a solucionar a grande maioria dos casos clínicos e também auxilia naqueles de maior complexidade.

“Os recursos de apoio à decisão clínica são indispensáveis no dia a dia na atividade médica de quem busca praticar uma medicina racional e lógica. Um bom exemplo foi o caso de um paciente com síndrome dos vômitos cíclicos idiopáticos, no qual o UpToDate foi crucial. Era um paciente jovem com recorrentes admissões hospitalares por vômitos, sem anormalidades relevantes nos exames complementares e, usando uma conduta sugerida pelo recurso, detectamos esta síndrome”, explica Dr. Eduardo Guilherme Sanchez, Supervisor Médico do Hospital Quinta D’Or.

De acordo com o supervisor médico, o recurso de suporte à decisão clínica, por trazer precisão e presteza no diagnóstico, especialmente ao permitir a escolha de exames complementares adequados, melhora a efetividade clínica. Além disso, por tratar-se de uma ferramenta importante também para a construção de protocolos clínicos institucionais, ajuda a reduzir a variabilidade do atendimento. “É possível obter respostas rápidas na beira do leito, tanto em diagnósticos, como alternativas de tratamento, indicações terapêuticas, doses e medicamentos”, complementa.

O UpToDate é utilizado no Hospital Quinta D’Or em diversas áreas e especialidades médicas, tanto nas Unidades Abertas (quartos), Clínica Médica, Endocrinologia, Reumatologia, Cardiologia, Nefrologia, Pneumologia, Oncologia, Hematologia, Infectologia, como UTIs e USI.
Os médicos também fazem uso da versão mobile, que possibilita o uso imediato da ferramenta, em qualquer lugar e sem a necessidade de conexão com a Internet. Desenvolvido por médicos e baseado em evidências, o UpToDate dispõe de mais de 10.500 tópicos clínicos, juntamente com mais de 9.600 recomendações que abrangem 25 especialidades médicas.

O Quinta D’Or é um hospital geral, localizado em frente à Quinta da Boa Vista, no Rio de janeiro. Pertence à rede São Luiz e foi inaugurado em setembro de 2001. Profissionais de saúde altamente capacitados e tecnologia de ponta fazem com que a instituição seja reconhecida pelo tratamento em casos de alta complexidade e de emergências, tanto adultas quanto pediátricas, 24 horas por dia.

Por Bruno Alves, Diretor de Estratégias Digitais da Plusoft

Mergulhar na Transformação Digital se tornou obrigação para empresas que desejam se manter ativas no mercado, competindo de igual para igual com seus concorrentes. Entender o contexto em que as pessoas vivem, totalmente conectadas e com fontes de informações fragmentadas, é essencial para as companhias revolucionarem seu modelo de negócio.

Quando chegou ao Brasil no final da década de 1990, a Internet era alvo de dúvida das empresas, que questionavam se realmente valeria a pena estarem conectadas, terem e-mail e website. O passado parece tão distante diante dessa nova era na qual o digital, em poucos anos, ganhou força extraordinária. As prioridades empresariais do momento estão centradas na necessidade de automatizar os processos, criar aplicativos mobile e soluções chatbot para executar as tarefas repetitivas de rotina e liberar profissionais para funções mais estratégicas.

As mudanças já em curso nos modelos e processos dos negócios se tornaram urgentes para atender a um novo consumidor que está chegando ao mercado. Segundo estimativas da revista Fast Company, a geração Z representará 40% de todos os consumidores até 2020. Esses consumidores, considerados digitais e que nasceram a partir de 1994, são os que mais cobrarão de companhias mudanças condizentes com a era digital no que se refere a atendimento, relacionamento e produtos personalizados para suas necessidades e interesses.

Atender às expectativas desse público chamado de consumidor 3.0 é uma tarefa desafiadora para as corporações que pretendem se destacar nos próximos anos. Para cumprir esse desafio, a primeira missão é aderir inteiramente a estratégia omnichannel – convergência de todos os canais em uma única plataforma- para que, por meio das soluções tecnológicas, as empresas explorem todas as possibilidades de interação com seus públicos de forma contínua e personalizada. A ominicanalidadeé um caminho sem volta para empresas que desejam fidelizar seus clientes.

Além do desafio de incorporar a Transformação Digital, a inclusão dos departamentos backoffice será mandatória para as organizações que desejam sucesso nesse novo movimento. Não adianta as companhias investirem na modernização de toda a operação sem antes preparar a equipe para isso. A Transformação Digital não envolve apenas tecnologia, mas, sim, planejamento e coragem para a mudança. Por essa máxima entende-se que a modernização depende muito mais da aderência e familiarização dos colaboradores com todas as tecnologias, sendo que a infraestrutura vem logo na sequência para apoiar a visão desses líderes.

A inovação nem sempre acontece quando usamos várias ferramentas tecnológicas ao mesmo tempo. É fundamental, antes de tudo, mudar a forma como a organização enxerga os recursos, a maneira que executa os processos e como utiliza as soluções tecnológicas para alcançar os resultados desejados. Igualmente importante é entender quais tecnologias são essenciais para cada negócio e estar ciente de que não existe empresa bem-sucedida se ela não tiver uma boa estrutura de TI, assim como modernos sistemas e equipamentos. Com a equipe engajada na Transformação Digital e todas as etapas sugeridas cumpridas, a próxima fase é manter toda a operação com a máxima eficiência e buscar inovar constantemente, ainda que em pequenos detalhes.

Tem se consolidado dentro das empresas um movimento de transformação para proporcionar experiências customizadas para seus diversos consumidores. Companhias estão intensificando investimentos em soluções que coletam e analisam diferentes perfis de clientes. Segundo pesquisa da Forrester Research, o uso de tecnologias como CRM e Customer Analytics pelas organizações deve aumentar 28% este ano. Esses sistemas são responsáveis por armazenar e conectar de forma inteligente informações sobre atividades de consumidores e suas interações com as marcas, provendo informações importantes para a tomada de decisões de executivos sobre os rumos dos negócios e a criação de novos produtos. O CRM deverá continuar como um dos segmentos de crescimento mais acelerado no mundo em relação aos investimentos das corporações em Transformação Digital.

Está comprovado que a nova era digital pode impulsionar o lucro das organizações. De acordo com a pesquisa “Be the New Digital Enterprise”, da Accenture, as corporações baseadas em Transformação Digital são 26% mais lucrativas do que outras céticas ao tema. Estimativas indicam, ainda, que há pelo menos US$ 100 trilhões que poderiam ser injetados nos negócios e na sociedade com a adoção da Transformação Digital. Os números provam que esse é um caminho sem volta. Os líderes que acreditarem em digital terão mais condições para transformar suas empresas em modelos de crescimento e de sucesso para o mercado. Vale a pergunta: você ficará para trás?