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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

Por Roberto Regente Jr, da Wolters Kluwer Tax & Accouting no Brasil

No Brasil, o processo contábil envolve atualmente três participantes principais: organizações contábeis (totalizando cerca de 60.000 escritórios em todo o país), pequenas e médias empresas e o governo. Para que todos possam trocar informações entre si com segurança e precisão, é necessário que as plataformas de tráfego de dados sejam sincronizadas, independentemente da arquitetura tecnológica ou dos tipos de dados em uso. Como criar um mecanismo que habilita esses três níveis para uma integração rica e automatizada, enquanto simultaneamente reduz os custos? A solução pode ser a Contabilidade Colaborativa, um modelo que pode mudar o futuro da contabilidade no Brasil e representar, definitivamente, a evolução desse segmento.

Os princípios da Contabilidade Colaborativa são a redução de custos e a remoção das barreiras entre processos e entregas. Além de ajudar os empresários a alavancar o valor de seus negócios no mercado, a colaboração em contabilidade pode ajudar a equilibrar a carga de trabalho ao longo do ano, reter e fidelizar o cliente, proporcionar maior flexibilidade e aumentar a receita mensal recorrente.

Nos processos que envolvem a Contabilidade Colaborativa, a nuvem pode ser usada como o ambiente padrão para troca de informações, permitindo o trabalho de vários participantes em um arquivo e minimizando a necessidade de processos sequenciais. As atualizações constantes podem dar origem a relatórios e análises oportunas, incrementando e diferenciando o serviço prestado pela empresa de contabilidade ao cliente, de forma completamente segura e sólida.

Paralelamente, a instantaneidade gerada pela colaboração pode criar o paradigma da falta de necessidade de uma relação contratual entre as empresas de contabilidade e os clientes do contador. Para o cliente, pode significar total liberdade de escolha. Para a sociedade como um todo, pode representar a adoção de uma economia de escala. Para o governo, pode significar gerenciamento de riscos mais eficiente e total adesão às políticas de conformidade.

Consciente desse cenário e conscientes das possibilidades de implementar esta cultura no Brasil, várias empresas – como a Wolters Kluwer – já se adiantaram o chamado do mercado e estão desenvolvendo soluções que respondem à Contabilidade Colaborativa. Isso pode permitir o encurtamento da distância entre contabilistas e clientes. Embarcar nesta jornada pode significar a promoção de uma evolução do modelo de negócios das empresas de contabilidade, transformando o que é, hoje, considerado uma atividade manual em um serviço de assessoria e, além disso, abrir novas possibilidades para o empreendedor contábil, que deve estar atento às novas tendências para não perder espaço à frente desta competição.

Por Roberto Regente Jr., CEO da Wolters Kluwer, Unidade de Negócios Fiscal e Contábil no Brasil

Ainda faltam alguns meses para 2018, mas o próximo ano promete muitas mudanças para o setor contábil brasileiro com a entrada em vigor do eSocial. Apesar do prazo apertado, são poucos os que conhecem este projeto – que foi criado pelo Governo Federal para consolidar o envio de informações pelo empregador (seja este pessoa física ou jurídica) em relação aos seus empregados. Com a implantação, o fornecimento de dados relativos aos trabalhadores (tais como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio e informações sobre o FGTS) passa a ser unificado, representando uma redução da burocracia para as empresas.

As empresas contábeis que ainda não se prepararam para esta mudança precisam correr contra o tempo. Embora tenha sido criado em 2014 na esteira do projeto SPED, alguns contadores ainda não têm dimensão do impacto que as novas regras terão não só em suas rotinas cotidianas, mas também nas relações trabalhistas – vale lembrar que o eSocial é uma ação conjunta da Secretaria da Receita Federal do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Ministério do Trabalho. No cenário atual, o empregador presta contas a respeito de seus colaboradores a diversos órgãos ou agências do governo, mas sem um padrão para o tráfego dessas informações. Essa deficiência acarreta em diversos problemas, e reflete, principalmente, nos altos índices de erro e de ineficiência das empresas contábeis.

Ao usar a nuvem como um ambiente único, o governo terá maior poder para agrupar a maior quantidade de dados possível, ao mesmo tempo em que terá mais facilidade para fiscalizar as obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais por meio do cruzamento eletrônico e da verificação de dados. Por outro lado, o projeto viabilizará a garantia aos diretos previdenciários e trabalhistas, racionalizará e simplificará o cumprimento de obrigações, eliminará a redundância nos dados cedidos pelas pessoas físicas e jurídicas e aprimorará a qualidade das informações das relações de trabalho, previdenciárias e tributárias.

Estar a par deste movimento e se adaptar a esta mudança de paradigma são os primeiros movimentos que as empresas contábeis devem fazer – embora muitos profissionais da área ainda ignorem a importância da adoção da nuvem como ambiente padrão para a troca de todas as informações. Para as organizações que já incorporaram os valores da Contabilidade Colaborativa – que tem, entre seus princípios, remover barreiras entre processos e entregas –, o caminho a ser percorrido poderá ser mais curto. Inicialmente, é preciso promover uma mudança de cultura na obtenção das informações cadastrais, bem como ter mais atenção ao cumprir os prazos dos eventos e realizar investimentos na capacitação dos colaboradores e na implantação de novos sistemas.

Em paralelo, é crucial orientar os clientes a executar o saneamento de seus bancos de dados, pois somente com a atualização do cadastro dos empregados o risco de inconsistência das informações que devem constar no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) poderá cair consideravelmente. Mas esta não é uma tarefa tão simples, pois geralmente as empresas não têm uma visão clara da abrangência do trabalho a ser efetuado, e acabam subestimando a importância do assunto.

A TOTVS anuncia duas importantes inovações relacionadas a Cloud Computing: o lançamento de uma nova nuvem e a construção de uma plataforma exclusiva, que possibilita gerenciar os produtos da companhia e sua infraestrutura com uma experiência única, permitindo ainda a aplicação de conceito MultiCloud. O objetivo é oferecer aos clientes mais autonomia, performance, resiliência, segurança e escalabilidade, além de possibilitar a diversidade de escolha na alocação de softwares na nova Nuvem TOTVS ou nuvens públicas homologadas, de acordo com a necessidade de negócio de cada empresa.

As novidades foram desenvolvidas para atender à crescente demanda pelo TOTVS Intera, modalidade de softwares por assinatura da companhia, e têm como atrativos a facilidade de utilizar uma única interface para controle das soluções, independente do provedor de Cloud, reduzir custos e acelerar o crescimento das empresas.

A transformação digital também impulsionou esta evolução, uma vez que se provou ser cada vez mais necessária no mercado, especialmente para pequenas e médias empresas (SMB), segmento no qual a TOTVS é líder em market share. Um ERP Cloud é essencial para dar mobilidade aos processos e informações corporativas de forma segura, garantindo uma gestão automatizada e preparada para as evoluções exigidas por esta nova realidade do mundo dos negócios. Para que isso aconteça, é essencial ter ferramentas de trabalho que simplifiquem a administração e gere maior produtividade a um custo acessível.

Diversas características e necessidades dessa transformação foram consideradas durante o desenvolvimento das funcionalidades da plataforma de Cloud, como: provisionamento de ambientes em nuvem de forma rápida e simples; gestão dos produtos TOTVS por meio de um ambiente controlado; instalação e replicação automatizadas; escalabilidade de acessos à nuvem e serviços consumidos; criação de novos serviços, monitoramento de performance e transparência sobre consumo.

“Esse lançamento é um importante reforço ao nosso modelo de assinatura, pois proporciona aos clientes o acesso integral às nossas soluções de forma econômica, e agora pode ser controlado e gerenciado pelos próprios usuários”, reforça Weber Canova, vice-presidente de Tecnologia da TOTVS.

Tecnologia

A tecnologia empregada na nova Nuvem e Plataforma Cloud TOTVS tem um papel fundamental em prover a melhor performance possível, resiliência não só no nível de infraestrutura, mas também de aplicação e banco de dados, escalabilidade de forma inteligente, comunicação via APIs e segurança do ecossistema baseada nos requisitos da ISO 27001*. Além disto, a implementação contou com o auxílio de grandes players de tecnologia como Red Hat, Cisco, Nuage Networks, NetApp, Palo Alto, dentre outros, garantindo a utilização do que há de mais inovador em termos de hardware, storage, redes e virtualização. Tudo isso para se adequar às necessidades dos softwares da TOTVS e garantir o fornecimento do melhor serviço de nuvem do mercado para os produtos da companhia.

“Nosso objetivo é acelerar a transformação digital do mercado. Com a evolução dos nossos produtos, que estão mais ágeis e mais flexíveis, simplificar o acesso e gestão dessas soluções na nuvem é um passo importante para que as empresas possam evoluir nesta jornada de forma estruturada. Assim, fica mais fácil que nosso sistema suporte as estratégias traçadas e os planos de futuro dessas companhias, acompanhando e solidificando o seu crescimento”, acrescenta Canova.