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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

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Category: Opinião

Por Flavio Bolieiro
Embora muito se ouça falar no mercado sobre Self-Service Analytics ou Data Discovery BI, estudos recentes mostram que a adoção dessas tecnologias ainda é baixa. Apenas 21% dos colaboradores dentro de uma empresa tem tirado proveito de seus benefícios. E o que mais surpreende é que estamos falando de dados levantados em nível mundial.
Ora! Mas, o que está acontecendo afinal? Se informação é o combustível da nova economia, porque somente uma minoria tem acesso a ela?

O que temos visto frequentemente são empresas insistindo em disponibilizar ferramentas analíticas apenas para um público restrito, focando naqueles usuários mais experientes, conhecidos como Power Users. O que significa na prática os que “gritam mais”, ao invés de realmente entregar e compartilhar a informação para todos dentro da companhia.

Esse é um modelo que já não mais funciona. O cenário mudou e democratizar a informação é hoje mais do que mandatório. Cada vez mais os profissionais de todos os departamentos de uma empresa necessitam acessar e visualizar informações das redes sociais, do Big Data, de suas próprias planilhas ou dados corporativos, de uma variedade de fontes. Eles precisam descobrir o que está por trás daquele enorme volume de dados – que isoladamente parecem não fazer sentido algum – e cruzar todas essas informações para obter conhecimento. Com isso, conseguem realizar ações que impactem de fato em sua atividade e por consequência gerem valor aos processos e negócios. Porém, estes profissionais desejam realizar tudo isso com independência, sem precisar fazer qualquer solicitação para a área de TI e esperar que a informação chegue até ele, o que muitas vezes acontece depois que ela já não é mais necessária.

Mas, como eu posso descobrir este ouro escondido em meu big data, sem precisar da ajuda de um especialista? Quanto vai onerar no meu orçamento?

Com as novas interfaces que estão surgindo no mercado fica cada vez mais fácil um usuário final, sem o conhecimento de TI ou apenas com o conhecimento básico que ele aplica no seu dia a dia, utilizando seu smartphone por exemplo, realizar análises desta natureza, a um custo baixo. O usuário pode assim ter liberdade e agilidade para obter a informação quando, como e onde quiser, usando diferentes meios: interface de um celular, por voz, por linguagem natural, por um “chat box”, entre outros. Ele acessa sua base de dados, seja ela corporativa de uma rede social, como o Facebook, integra a informação e cruza dados para obter informação valiosa de negócios.

É importante, contudo, no cenário acima descrito, o apoio de uma ferramenta robusta de data discovery que permita que você explore dados e responda perguntas por conta própria. O que pode ser, muitas vezes, obtido gratuitamente. Que seja poderosa, com recursos intuitivos e modelos integrados, com visualizações atraentes e painéis de controle interativos, porém idealizada para leigos, para o usuário final. Mas, a ferramenta de nada adianta se não for acompanhada de visão, uma compreensão mais ampla do que realmente se quer obter. Ferramentas por si só, sem conhecimento e sem visão abrangente, não realizam milagres!

Flavio Bolieiro é Vice-Presidente América Latina da MicroStrategy

Por Mauricio Prado, Presidente da Salesforce Brasil

Em junho, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o novo marco regulatório que define o credenciamento e a oferta de cursos de educação superior dentro do modelo de ensino a distância (EaD). Instituições de ensino vieram a público para apresentarem seus planos de expansão e li matérias sobre quanto o EaD mudou a vida de estudantes dos perfis mais variados, incluindo aqueles com dificuldades para obter financiamento estudantil, tempo ou simplesmente vivem longe de uma instituição de ensino tradicional.

O ensino a distância é uma abordagem mais que consolidada para construir conhecimento na sociedade moderna. Segundo o Google Consumer Barometer, 62% da população brasileira usava smartphone ano passado, e estudo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) aponta que o smartphone é o dispositivo preferido para usar a internet. É visível o interesse do brasileiro em aplicar a tecnologia à rotina, até ao checar preços antes de comprar algo em um shopping center. De forma similar, popularizar a tecnologia no meio educacional trará um impacto positivo na vida de estudantes e profissionais, que já digitalizaram muito de seus hábitos do dia a dia: ouvir música é por streaming, navegador é o canal para acompanhar o noticiário, um app substitui esticar o braço para chamar um motorista.

Talvez, melhor pensar que o EaD também já é uma realidade no Brasil, pois nosso País é o segundo maior mercado de EaD da Harvard, que só fica atrás dos Estados Unidos. Além disso, O EaD já é uma preferência no caso de estudantes de pedagogia, em que o número de matriculados na graduação a distância é de 342 mil ante 313 mil nos cursos presenciais, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Outro ponto que contribui é que a aprendizagem via computador, smartphone, internet e o autodidatismo já está presente na rotina das empresas. Essa transformação digital no ensino faz parte da evolução dos profissionais, que desbravam novas áreas do saber ou optam por se aprofundar em um tema, ampliando seu nível de especialização.

Este tipo de plataforma digital faz com que aprender não seja dependente unicamente de uma atividade estruturada com hora para começar e terminar. Estudar é algo que se faz no ambiente de trabalho ou no transporte público, similar à vida de tantos profissionais e alunos, para quem descobrir não é algo limitado a um lugar específico. Comum a grandes profissionais de sucesso, em que o diploma da graduação, da pós-graduação ou do mestrado não representa um fim, mas, sim, um novo passo na jornada do saber.

A aprendizagem apoiada pela tecnologia estimula a compreensão de conceitos, como a inteligência artificial (IA), e resolve desafios de negócios e habilidades, tais como adotar estratégias para ampliar vendas, aprimorar o atendimento ao cliente, aplicar IA ao reconhecimento de imagens e criar aplicativos. Agora, para manter o interesse do estudante, não basta transportar a informação para um meio digital. É necessário engajar, pois um processo de aprendizagem eficiente precisa ser, também, prazeroso.

Um dos passos para gerar maior interesse do público no ambiente empresarial é trazer uma dinâmica de premiação pela conclusão de projetos e resolução de testes. No Trailhead, que é a plataforma gratuita de aprendizagem da Salesforce, isso ocorre por meio da entrega de emblemas aos internautas, “medalhas” que atestam a conclusão de cada trilha de conhecimento. O público que utiliza a plataforma de EaD, formado por clientes, funcionários, parceiros e profissionais de tecnologia, vendas, atendimento ao cliente e marketing, compartilha as medalhas nas redes sociais. Mais projetos e testes bem-sucedidos implicam em mais emblemas e pontos, que levam os participantes a novos níveis no ranking de qualificação.

O Trailhead é a proposta em EaD para elevar o número de profissionais qualificados na plataforma tecnológica Salesforce. Estima-se que a própria Salesforce e sua rede de parceiros em todo o mundo precisarão de 1,9 milhão de profissionais com conhecimento especializado até 2020. Acredito muito em fornecer meios para as pessoas mudarem suas vidas e darem novos rumos às suas carreiras, pois sou autodidata até. Minha introdução à tecnologia da informação para resolver desafios de clientes foi a partir de livros e dedicação em frente aos microcomputadores e sigo aprendendo por conta própria até hoje. O modelo faz sentido, pois em um mercado em crescimento, muitos estudantes se transformam nos seus próprios professores. Basta dedicação e conteúdo relevante.

O EaD com o conteúdo relevante para o público, estímulo apropriado, e direcionado para demandas do mercado de trabalho, sem dúvida, será o começo de uma jornada para pioneiros em todo o País.

Por Adriano Gaudêncio, Diretor de Arquiteturas e Soluções da Cisco Brasil

O negócio de data center mudou drasticamente nos últimos anos. Ao longo desse processo, em muitos casos, a discussão se perdeu e deixou de ser orientada ao potencial da inovação desses equipamentos para uma conversa apenas focada em preço. Mas o que esperar dessa tecnologia nos dias de hoje: Será que os centros de processamento de dados viraram commodity?

Cada vez mais, o papel da tecnologia da informação se intensifica e impacta rotinas de toda organização. Foi-se o tempo da TI como suporte ou mal necessário para ocupar a posição de elemento crucial para habilitar inovações e novas oportunidades de negócios.

Nesse contexto, a resposta à pergunta do primeiro parágrafo é um sonoro “não”. O cenário complexo dos dias atuais exige plataformas computacionais consistentes, integradas e capazes de se adaptarem dentro um contexto, construídas para entregar recursos rapidamente, com altos níveis de segurança, disponibilidade total e garantir uma excelente experiência aos clientes.

O servidor é a peça fundamental no alicerce tecnológico que impulsiona a transformação digital das empresas e cumpre o papel que não pode se resumir ao de uma commodity. Esses equipamentos precisam atuar como um sistema completo, capaz de conectar e integrar todas as peças da infraestrutura, e assim funcionar como uma alavanca de crescimento.

Um verdadeiro data center digital deve ser capaz de ampliar o desempenho das aplicações, além de aumentar a segurança e a confiança por meio de múltiplas nuvens provendo uma rede que possa aprender, proteger e se adaptar, constantemente, de acordo com as demandas que movem os negócios de cada empresa.

As mudanças nos cenários de negócio têm um impacto significativo no ambiente tecnológico e criaram um “novo normal” que desafia a TI. Os líderes de tecnologia precisam pensar nos servidores de data center como ferramentas capazes de lidar com três cenários específicos:

1. Nuvens por todos os lados. As aplicações não são mais monolíticas e habitam diferentes espaços. Com isso, uma abordagem que contempla múltiplas nuvens se faz fundamental. Servidores aptos a potencializar, de forma simples e automatizada, um cenário composto por diversas nuvens públicas e privadas deixam de ser uma opção para se tornarem uma necessidade.

2. Aplicações movem negócios. Em qualquer empresa ou indústria, as aplicações são um fator-chave de sucesso. Toda nuvem ou data center construído no planeta precisa ter servidores para garantir o melhor desempenho e disponibilidade dos apps, potencializando a experiência dos usuários. Além disso, o ambiente tem que oferecer a agilidade para que times de desenvolvimento e operações entreguem inovações rapidamente que habilitarão novas oportunidades de negócio.

3. A segurança deve ser pervasiva. Esse avanço na importância dos data centers exige elevação nos níveis de proteção para diminuir falhas e reduzir superfície de ataques. A segurança das aplicações, infraestrutura, dados, usuários e dispositivos deve ser ininterrupta para barrar qualquer ameaça. E essa abordagem precisa estar intrínseca no próprio equipamento computacional, sem que isso comprometa sua performance.

Tudo isso é primordial em um momento em que as demandas estão se tornando mais diversas e complexas, conforme as aplicações de novos negócios, e as tecnologias estão cada vez mais avançadas por meio da ascensão da inteligência artificial como o cloud-as-a-service, IoT, machine learning e mobilidade. Veja alguns exemplos que dão essa dimensão aos negócios:

Atualmente, a maior parte das empresas tem implantado uma média de 13 aplicações de negócios por meio de nuvens nativas, sendo que novas já estãoacaminho;¹
Hoje em dia, há, aproximadamente, 20 milhões de desenvolvedores de software no mundo e este número deve ultrapassar 25 milhões até 2019²;
Em 2020, o consumidor terá mais interações e conversas com bots do que com seus próprios cônjuges, conforme a inteligência artificial se tornará comum na prática dos negócios³;
Como vimos, o mundo digital demanda novas formas de pensar a infraestrutura de data center, e mais do que nunca os servidores precisam suportar a inovação digital a partir do data center para quem necessita de alto desempenho, simplicidade e velocidade para além da caixa. Servidor não pode ser encarado apenas como uma commodity, mas como o alicerce para a inovação de TI e aceleração de negócios. Sua organização está preparada?
¹ – Okta Business @ Work Report
² – Estudo “Global Developer Population and Demographic” desenvolvido por Evan Corp.
³ – Pesquisa “Gartner Predicts a Virtual World of Exponential Change”
4 – The annual report on IT budgets and tech trends

Adriano Gaudêncio é Diretor de Arquiteturas e Soluções da Cisco Brasil. Para mais informações, acesse www.cisco.com.br