Skip to content

TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

Archive

Category: Opinião

Mark Silnes*

Melhorias em performance e eficiência energética permanecem como temas relevantes no mundo do data center. Muitos gestores estão, neste exato momento, desenvolvendo uma análise ou estudo de ROI sobre essa área. Ainda assim, tenho encontrado no mercado cinco argumentações sobre por que não atualizar a infraestrutura térmica do data center.

1. Não está no meu orçamento. Orçamento é a razão número um pela qual um cliente não considera atualizar seus equipamentos térmicos. Mas existem opções melhores do que usar dinheiro do orçamento. Financiar equipamentos, por exemplo. Na verdade, aproximadamente 70% das empresas financiam equipamentos. Por que não financiar a instalação de modernização térmica? Estas iniciativas apresentam um retorno de investimento (ROI) com economias operacionais superiores aos custos de financiamento. Você pode financiar a modernização com seu orçamento operacional, distribuir as parcelas ao longo do tempo, poupar dinheiro e preservar linhas de crédito. Isso permite que as economias cubram mais do que o custo da modernização.

Outra opção a se considerar é que a modernização para um Propulsor de Velocidade Variável (VSD) paga-se em dois anos ou menos. Para cada 20% de diminuição de velocidade em ventiladores, você consegue economizar aproximadamente 50% em consumo de energia. Isso pode gerar economia na casa dos milhares de reais anualmente. Acrescente o rápido retorno à redução com gasto com energia e você terá seu dinheiro de volta mais rapidamente ainda.

2. Não posso desligar meus equipamentos. Na Vertiv, todas as modernizações instaladas para equipamentos VSD e ventiladores eletronicamente comutados (EC) são ligadas ao controle da unidade. Isso significa que a refrigeração e o controle de velocidade operam juntos para fornecer o melhor resultado e vão sempre trabalhar juntos para manter o controle térmico. Estas melhorias podem ser feitas rapidamente por profissionais e requerem paralisação mínima para qualquer unidade específica. Refrigeração de backup também pode ser usada quando for preciso, mas não é necessária para se completar a modernização de um equipamento.

3. Eu não tenho tempo de avaliar a mudança ou escolher as opções e configurações corretas. Você provavelmente não tem tempo de avaliar as várias soluções disponíveis, examinar os descontos ou a eficiência energética dessas soluções, e está muito ocupado com as operações do dia-a-dia do data center. Nós entendemos e sabemos o quanto seu tempo é valioso.

Um consultor pode ajudá-lo com todas essas preocupações. Ele pode fornecer toda a informação e explicação, desenvolver uma análise de ROI de cada solução e ajudá-lo a criar um pacote para aprovação da alta gestão. Os melhores fornecedores desta área contam, ainda, com engenheiros de aplicação para ajudar com qualquer questão técnica. Esses profissionais irão lhe fornecer todo o suporte necessário durante a fase de aprovação do projeto. As empresas líderes do setor também instalam o produto e administram o projeto até sua conclusão – o objetivo dessas iniciativas é minimizar esforços de sua parte.

4. Não estou convencido que isto realmente funciona. Há economia real de energia?

Sim! VSDs têm sido usados em sistemas circuladores de ar e aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC) há muitos anos, com performance e economia comprovados. Na verdade, a QTS Realty Trust, um fornecedor líder em data centers customizados, colocation e de serviços gerenciados e de nuvem, é um grande exemplo de como é possível alcançar metas de eficiência. A QTS queria agregar funcionalidades avançadas de monitoramento a seu data center e gerar um retorno total de seus investimentos em 2,5 anos. A Vertiv instalou ventiladores EC e sistemas controladores Liebert iCOM™ em 64 unidades de refrigeração, além de sensores wireless para monitorar as melhorias na refrigeração. Os resultados excederam as expectativas da QTS. A empresa recebeu um desconto de US$150.000, economizando inicialmente US$12.000 por mês em gastos com energia, reduzindo sua emissão de carbono e melhorando sua Power Usage Effectiveness (PUE) em 0.16. Leia aqui o estudo de caso completo.

5. Preciso integrar essas inovações com o Sistema de Gerenciamento Predial (BMS). Não se preocupe, as modernizações mais recentes têm controles simples para conexão com seu BMS ou com a nuvem, e podem fornecer mais detalhes do que nunca. Você encontrará maneiras de se comunicar com as unidades, mais ferramentas para tornar o trabalho mais simples e ajudá-lo na escolha dos melhores métodos e ferramentas para suas necessidades específicas. Basicamente, a ideia é tornar a integração com BMS simples e indolor, com acesso fácil à informação que você precisa.

A modernização de sistemas térmicos economiza energia em até 76%. Além de melhorias em proteção, ela fornece economia significativa com rápido ROI.

Se você quiser saber mais sobre opções de modernização térmica, consulte nosso eBook de eficiência de energia.

*Mark Silnes é gerente de marketing da Vertiv Services

Por Murilo Bilato, Gerente de Digital Solutions da Resource

Já se foi o tempo em que os robôs apareciam apenas em filmes de ficção científica. Há muito, eles habitam indústrias de variados setores, com destaque para a automotiva, tornando procedimentos críticos mais precisos. Mas o interessante é que, nos últimos dois anos, eles começaram a conquistar diferentes negócios ao automatizarem processos e revolucionarem resultados.

Em um cenário cada vez mais competitivo, agravado pelas turbulências político-econômicas (e isso não acontece somente em solo nacional, mas globalmente), a tecnologia tem sido forte aliada, sobretudo quando a pressão recai sobre a redução de custos operacionais. É nesse ponto que Robotic Process Automation (RPA – Automação de Processos Robóticos) entra em cena como uma abordagem que pode impulsionar o negócio com aumento da produtividade, redução de custos e com o valor agregado de liberar profissionais para realizarem funções mais estratégicas.

A implementação de RPA permite a automação de processos complexos de uma empresa. Essa tecnologia é baseada em software e, por essa razão, pode ser usada para executar tarefas fundamentadas em regras. Assim, ajuda a transformar o negócio digitalmente e proporciona serviços de melhor qualidade ao cliente, considerando a sua precisão.

Destaco os seguintes benefícios como os principais proporcionados pela tecnologia: retorno veloz do ROI em até 800%, redução significativa de custos, eficiência operacional, liberação de profissionais para atividades mais estratégicas, por meio da automação de tarefas manuais ou repetitivas, ampliação da produtividade – robôs podem trabalhar no regime 24×7 – e redução das taxas de erros humanos. Seu conceito está ligado às tecnologias disruptivas, que a cada dia formam uma potente e estratégica união.

A solução de RPA está cada vez mais em alta nas organizações. Uma recente pesquisa global realizada com 454 empresas, conduzida pela HFS Research e KPMG, aponta a tecnologia como alvo principal de interesse dos departamentos de TI das companhias. Entre as áreas de negócio que mais investem no conceito estão Cliente e Suporte (33%), Vendas (27%), Abastecimento e Logística (22%) e Processamento de Pedidos (21%). Outro dado interessante é que 43% dos vice-presidentes seniores participantes do estudo disseram que pretendem fazer investimentos significativos em RPA. A pesquisa também mostra que, entre as indústrias, as de Alta Tecnologia e Serviços Financeiros estão à frente, com 53% e 44%, respectivamente, apresentando planos de investirem fortemente em RPA nos próximos dois anos.

De acordo com as análises geradas pela pesquisa da HFS Research e KPMG, a solução de RPA coloca as empresas no caminho da digitalização ao considerar que, para uma organização se tornar digital, é vital que ela tenha seus processos manuais digitalizados e automatizados. Outro levantamento atual – este realizado pela Forrester Research – estima que esse conceito irá movimentar US$ 2,9 bilhões em 2021. Um salto bastante significativo, tendo em conta o patamar em 2016 de US$ 250 milhões. Mas vale ressaltar que consultores internacionais têm avaliado que o avanço de RPA acontecerá por meio da sua associação com outras tecnologias, muito especialmente as cognitivas, como Inteligência Artificial (IA).

É gratificante observar toda essa movimentação e saber que o Brasil também tem feito a sua parte. Há muitas empresas buscando inovação para se antecipar às expectativas e exigências desse mundo digital, transformado e conectado. É necessário estarmos sempre atentos à evolução dessas tecnologias cognitivas para nos tornarmos referência no avanço de soluções com base nesse conceito.

Paulo Henrique Pichini*

image003Houve um tempo em que existia uma clara divisão entre o papel do líder de TI (CIO/CTO) e o responsável pelo marketing da corporação (CMO). O mesmo poderia ser dito sobre as barreiras entre a área de tecnologia e o diretor de recursos humanos. Com a digitalização da economia, esses silos deixam de fazer sentido e o oposto torna-se urgente: a colaboração intensa e criativa entre as áreas de TI, Marketing e RH para que a empresa inove, inove e inove.

Toda transformação digital tem como meta melhorar a experiência do usuário/cliente e promover seu engajamento a marcas, filosofias, pessoas. CMO e CIO têm de trabalhar juntos, de maneira fluida, para que essa meta seja atingida de forma constante (a revolução digital é permanente). Ninguém tem uma visão mais clara do perfil do cliente/consumidor do que o CMO; ninguém está mais atualizado e capaz de propor inovações digitais para melhorar ainda mais a experiência do usuário do que o CIO. Por enquanto, no entanto, essa realidade é mais uma meta a ser atingida do que uma prática corriqueira das empresas. Pesquisa da consultoria Modern Marketing Partners com 2000 CMOs, em 2016, indica que 73% desse grupo concorda que tecnologias digitais são essências para o sucesso do marketing. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido: 41% dos CMOs entrevistados dizem que segue sendo essencial aumentar a interação entre o marketing e a TI para que essas metas sejam atingidas.

A área de RH vive um dilema semelhante ao de marketing, mas os desafios são ainda maiores. Muitos times de RH ainda dedicam 80% do seu tempo a organizar e fiscalizar políticas de gestão de pessoas (da contratação à demissão, passando por benefícios, promoções, etc.). Isso é core para o RH e deve seguir acontecendo. Mas, em tempos de transformação digital, é fundamental que a gestão do capital intelectual da empresa seja acelerada e modificada por novas soluções e processos que irão, mais uma vez, promover a inovação, a criatividade e a produtividade das pessoas.

Os mais avançados gestores de RH estão trabalhando intensamente com a área de TI para propiciar uma vivência do funcionário que espelhe a melhor experiência de usuário/consumidor que sua empresa provê ao mercado. Da mesma forma que a inovação tecnológica incentiva o engajamento de consumidores e parceiros de negócios, essa nova forma de vida corporativa aumenta de forma exponencial o engajamento dos colaboradores internos. Quem segue esse caminho colhe resultados. Uma pesquisa da Accenture realizada no início de 2017 mostra que um RH inovador diminui em 15,2% a rotatividade dos funcionários, além de promover aumento de produtividade na ordem de 5,4%. A mesma pesquisa aponta, no entanto, que apenas 9% das empresas globais estão prontas para a era do RH digital.

Quem já vive a transformação digital no RH está à frente do mercado. É o caso da consultoria Ernest & Young (EY). Preocupada em propiciar uma boa experiência de usuário para pessoas de todas as idades – não somente a geração Y –, sua equipe de RH desenvolveu, em conjunto com o time de TI, uma Mobile App (o “Buddy”) com um assistente virtual que suaviza e acelera o processo de integração de novos funcionários (onboarding). Num relance, o novo colaborador informa-se sobre treinamentos disponíveis, o mapa do escritório, as pessoas que irão dar suporte a ele, os sistemas de colaboração e social media pelos quais poderá interagir com os colegas, etc.

Fica claro que a transformação digital e a nova forma de se relacionar trazem para o usuário – seja um cliente externo, seja um colaborador interno – mudanças sensoriais.

As ferramentas de colaboração, automação de ambientes e digital signage são cada vez mais potentes e sedutoras. Podemos notar os gigantes da tecnologia lançando a toque de caixa soluções cada vez mais amigáveis e de fácil implementação, escaláveis e pagas por demanda, com atuação independente de dispositivo de acesso e sempre em alta disponibilidade. Vivenciamos, também, um boom de lançamento de sensores capazes de sinalizar tudo e todas as coisas. Integrados às ferramentas de colaboração e automação, esses sensores são capazes de entregar aos elementos de digital signage dashboards de analytics que permitem decisões instantâneas, precisas e de uma eficiência nunca antes vivenciada.

O mercado começa a ver uma atuação de peso das áreas de Marketing e RH, que com estratégias de guerrilha, transformam, com maestria, a forma de pensar e agir dos usuários. Na era da transformação digital, os mecanismos de divulgação e campanhas casadas entre Marketing e RH são fundamentais para que a corporação usufrua plenamente deste novo mundo. É um ambiente corporativo totalmente novo com, por exemplo, sinalização nos elevadores, refeitórios e áreas comuns. Vale destacar as janelas virtuais: um colaborador vai ao café e encontra uma tela que o transporta para o café de uma unidade em outro pais. Fácil assim, nasce o encontro entre profissionais absolutamente remotos. As soluções de transformação digital suportam, também, campanhas de divulgação de novas funcionalidades, cases de sucesso, opinião de usuários, ataque pessoal (treinamento) de usuários chaves e formadores de opinião, etc.

É espetacular ver e sentir esta transformação em ambientes tradicionais, como, por exemplo, grandes bancos e industrias.

A cooperação entre RH, Marketing e TI visa, acima de tudo, encantar e depois engajar os usuários. Podemos dizer que a meta é o engajamento por encantamento. Não há nada de megalomaníaco nisso. Basta trabalhar com as tecnologias e soluções disponíveis e com um desenho de arquitetura bem planejado e adaptado às reais necessidades da empresa e de seus colaboradores e clientes. A partir daí, a transformação digital acontece.

Seja dentro ou fora da empresa, o maior patrocinador, entusiasta e disseminador desta onda é, sempre, o usuário.

*Paulo Henrique Pichini é CEO & President da Go2neXt