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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

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Category: Opinião

Paulo Henrique Pichini*

image003A transformação digital, somada à evolução da humanidade, traz de tempos em tempos palavras capazes de certificar que o novo está aqui. Os tecnocratas sempre acham que este processo, até por ser digital, está totalmente baseado em tecnologia. Isso não retrata a verdade. A real discussão fica entre dois polos: a tecnologia muda o comportamento ou o comportamento impulsiona a tecnologia? Trata-se de uma discussão polêmica que tem vertentes distintas e gurus capazes de escrever Terabytes em defesa de cada uma das teses, por vezes antagônicas.

O conceito chave desta discussão é a Colaboração. Está provado que a construção do conhecimento e de novas atitudes nasce no ambiente colaborativo. Desde as escolas mais conservadoras até as mais modernas, os novos métodos de ensino estão baseados em técnicas de colaboração entre alunos. Independentemente de espaço geográficos, a meta é criar ambientes onde as ideias devem fluir e ser compartilhadas de forma natural e dinâmica.

Para explorar toda a potencialidade deste conceito, é importante entender que Colaboração pode acontecer em vários níveis:

1) Físico: os edifícios mais modernos do Brasil e do mundo são a encarnação, os espaços físicos de colaboração. Oferece-se a possibilidade de compartilhar espaços como praças, teatros, livrarias, cinemas, salas de reunião, salas de aula, cozinhas coletivas, etc.

2) Virtual: o cliente/usuário necessita ir além do local físico onde trabalha para colher a informação que fará diferença em seu desafio de negócio. Nesse momento, redes transformam-se no meio pelo qual o profissional irá interagir com pessoas de empresas parceiras, de fornecedores, de universidades e até mesmo de seus clientes. O mundo vira uma vila graças à colaboração.

Alguns exemplos disso: a Amazon colabora com seus clientes para levantar avaliações de produtos – de livros a serviços de data center. A gigante P&G trabalha com o conceito de crowdsourcing para realizar “brainstorms” que vão muito além dos grupos tradicionais de trabalho, algo essencial na hora de inovar em produtos de consumo. Dois gigantes da era da transformação digital, o Uber e o Airbnb nada mais são do que grandes plataformas de colaboração de recursos. Nenhuma dessas empresas imobiliza capital em carros ou imóveis; tudo já está aí e é compartilhado numa estrutura de colaboração global e digital.

No Brasil, cidades inteligentes e centros de eventos já começam a acender seus ambientes. Sensores e plataformas baseadas em formas de reconhecimento e captação de visitantes conectam pessoas e facilitam a chegada do novo. Sensores de última geração permitem que cada visitante que entrar neste ambiente seja reconhecido por meio do endereço físico de seu smartphone, complementado por video analytics, beacons, WiFi e outros sensores combinados. Além de recepcionar a pessoa, trabalha-se para, a partir das mais avançadas ferramentas de colaboração (hardware e software), entender o perfil deste visitante e oferece a ele/ela as melhores experiências em ambientes digitais ou físicos. A meta é encantar os visitantes da cidade ou do evento, criando oportunidades de conexão criativa e descoberta para cada pessoa que estiver nesses espaços.

A meta é, também, armazenar informações que personalizem este usuário/cliente/visitante, de maneira a tratá-lo de forma personificada ou exclusiva em sua próxima visita. Isto é disrupção, algo que muda a forma de se comportar e efetivamente fazer negócios. Estamos vendo o rompimento das barreiras entre a vida pessoal e os negócios, num modelo que alguns chamam de business in life.

Esta mistura organizada dos mundos torna a vida mais colaborativa.

Assim sendo, a Colaboração é muito mais que uma plataforma de software ou mesmo um end point. Hoje, grandes empresas estão conceituando a implementação de videoconferência ou mesmo o uso de ferramentas de chat sofisticadas (Teams ou Skype for business) como Colaboração. É que o mercado ainda confunde esta experiencia com a implementação de um end point de videoconferência ou mesmo o novíssimo e ainda prematuro Spark Board. Essas tecnologias são parte da Colaboração, mas não são a Colaboração.

A verdade é que a Colaboração é tudo isto com o acréscimo de mecanismos de compartilhamento e, principalmente, de adaptação de comportamento (User Experience Aplicada – usuários usufruindo de melhor experiência). As tecnologias e ambientes colaborativos devem trazer ao usuário uma experiência nova e simples de como extrair maior volume de informações como perfil de usuários presentes num local, estatísticas que contribuem para o sucesso do negócio, etc. Tudo tem de acontecer de forma transparente, ou sensorial. O usuário sente mais não vê.

Colaboração é algo que acontece dentro das pessoas, facilitada pela tecnologia.

Acima de tudo, o fruto da Colaboração é, sempre, um ambiente mais rico, mais criativo, mais inclusivo do que o mundo tradicional. O fim do desperdício, a extrema velocidade do go-to-market e a adesão à sustentabilidade são, também, resultados palpáveis da Colaboração.

O tema Colaboração está diretamente relacionado à nova experiencia de usuário; certamente as informações de cada um na rede serão colaboradas ou compartilhadas. É importante reconhecer que isso será feito com ou sem privacidade. Obviamente, os métodos de segurança existem, mas não são infalíveis; futuramente pode acontecer da segurança perder o sentido, e aceitar-se o fim da privacidade de uma grande parcela de informações da rede mundial.

Uma última observação: quando as pessoas pensam no novo, costumam lembrar de invenções como iPhone, óculos Google ou Wikipédia. Embora esses produtos sejam, de fato, resultados de inovação, não são os ingredientes essenciais que fazem dessas empresas mestres da transformação.

Inovação não é “tecnologia”.

Inovação acontece quando pessoas se unem para solucionar problemas difíceis de novas maneiras. Ou seja: ao contrário do que se pensa, inovação é, fundamentalmente, um processo SOCIAL – ou comportamental.

É por meio da Colaboração com pessoas de dentro e de fora da empresa que se tem acesso à inovação mais disruptiva, aquela que altera o comportamento do homem. Por isso, vencem e vencerão as empresas que têm melhores talentos, independentemente do tamanho e do faturamento. Acabou o gigante e o pequeno. Empresas digitais tornaram-se gigantes em faturamento em menos de uma década. É hora de transformar ou perder o barco… e o cliente. Tecnologia já é trivial e de baixo custo.

*Paulo Henrique Pichini é CEO & President da Go2neXt Cloud Computing Builder & Integrator

Por Alexandre Gera

Os importadores e exportadores brasileiros trabalham para diminuir a burocracia desde a re-abertura comercial no começo dos anos 90. O governo também faz a sua parte com programas que beneficiam e facilitam as operações, mas mesmo assim o Brasil ocupa uma das piores posições no ranking mundial de exportação devido aos nossos gargalos logísticos. Em 2016, o Banco Mundial divulgou um relatório no qual nosso país estava na 55ª posição entre 160 países.

Historicamente, o Brasil nunca ultrapassou os 20% de participação na geração do PIB com as compras e vendas internacionais e, em 2017, movimentou 197 bilhões de dólares em exportações e 146 bilhões de dólares em importações, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Esses números demonstram que, mesmo com os problemas, trata-se de um mercado bastante valioso e importante para a economia. E, se pensarmos que em todo ano de eleição este setor sofre influências com as turbulências políticas e sociais, vale a dica aos empreendedores e executivos que atuam no mercado internacional e logístico de que eles precisam inovar constantemente para se manterem competitivos em seus segmentos.

Uma das principais tendências para o futuro do comércio exterior brasileiro é o famoso e esperado “Despacho sobre águas”. Nele as mercadorias são fiscalizadas pelas autoridades brasileiras ainda com o navio em alto mar, diminuindo ainda mais o tempo de negociação, que é uma das métricas mais importantes para esse tipo de business.

Essa novidade virou realidade em 17 de novembro de 2017 com a Portaria nº 85, criada pela Coordenação Geral de Administração Aduaneira, a COANA, da Receita Federal, regulamentando o despacho aduaneiro de importação “sobre as águas OEA”, que é uma modalidade do Programa do Operador Econômico Autorizado, e foi desenvolvido em 2014 para as aduanas concederem para importadores, exportadores e outros players do ecossistema de comércio internacional, o status de empresa segura e confiável exatamente para esse tipo de operação e benefício.

Nesse cenário, o desafio dos empreendedores é prever o futuro e fomentar seus negócios com inovações que façam sentido para a direção em que o mercado global está apontando e, usando o “OEA sobre águas” como exemplo, podemos afirmar que dispositivos de Internet das Coisas (IoT) fazem uma revolução no rastreamento e identificação de cargas. Quando aliados a ferramentas de análises de dados, chamados de Big Data e Business Intelligence, entendemos que esse futuro já está perto e pode se tornar real de maneira mais rápida para as empresas que investem em projetos inovadores.

Muitas companhias que têm operações logísticas ou de comércio exterior planejam inovações em seus cronogramas e budgets, mas enfrentam dificuldades para a execução desses planos estratégicos. Como precisam manter o business ativo e estão focadas nas ações diárias, muitas encontram complexidade para descobrirem novas oportunidades, sem contar a falta de condições para incluírem essas novidades na resolução das dores do dia a dia ou, até mesmo, para agregar mais valor em suas ofertas comerciais.

Empresas que buscam inovação contratam profissionais experientes e mesmo assim não atingem os resultados esperados porque não usam metodologias exatas, cabais e se deparam com os paradigmas e mindset dos seus executivos. Por isso, acredito que trabalhar com um processo de simbiose para criar e, depois, absorver na principal linha de negócio da companhia, assim como buscar uma consultoria externa especializada em projetos inovadores, é fundamental para quem quer, em breve, usar expressões como OEA e IoT (Internet das Coisas) na mesma frase!

Alexandre Gera é sócio-gestor da GERAVALOR, consultoria especializada em Inovação, Estratégias e Assessment para negócios de Comércio Exterior e de Logística.

por Alexsandro Labbate

Não é segredo que a quantidade de dados coletados pelas atuais empresas do setor de telecom cresce rapidamente, indo de volumes da ordem exabit para zettabit. Essa verdadeira “mina de ouro de informações” possui um valor inestimável para os negócios. E este segmento em particular encontra-se em uma posição bastante vantajosa, uma vez que os seus clientes/assinantes estão mais conectados do que nunca às suas redes, através de voz, texto e outros aplicativos de smartphones. Mesmo assim, apesar de disporem deste rico acervo de informações, a maioria das empresas do setor de telecom ainda vê como um desafio encontrar maneiras efetivas de aproveitar esses dados, de modo a que impactem os seus resultados de negócios.

De acordo com o mais recente estudo da consultoria Frost & Sullivan, a receita do mercado brasileiro de serviços de telecomunicações crescerá 20,42% e atingirá US$ 45,76 bilhões em 2022, contra US$ 38 bilhões registrados em 2016. A análise revelou ainda que, para crescer em patamares maiores, as companhias precisam avaliar novas estratégias para capturar rendimentos em áreas emergentes, como Internet das Coisas (IoT), gerenciamentos de processos de negócio (BPM), Big Data Analytics e indústrias inteligentes e conectadas.

Segundo o mesmo relatório, no Brasil, as empresas de serviços financeiros, varejo e do setor de telecom, foram as que mais investiram em big data e analytics, o que confirma este movimento. Em 2016, somente o mercado de big data e analytics (BDA) movimentou US$ 2,48 bilhões na América Latina, com destaque para o Brasil, considerado o país mais maduro no uso destas novas tecnologias – o país representa 46,8% deste total.

Voltando ao tema central, é importante mais uma vez enfatizar que o enorme volume de dados disponíveis para as empresas do setor de telecom representa um grande diferencial e oportunidade única sobre outras indústrias. Mas, sem os sistemas e políticas adequados para reuni-los assim como as ferramentas corretas para processá-los e analisá-los, perdem o seu valor.

Existem inúmeras maneiras de aplicar esses insights e, num futuro próximo, os fornecedores da indústria de telecom mais bem sucedidos serão aqueles a demandar a ajuda de soluções de serviços em campo para a coleta de dados e para a sua utilização para otimizar diferentes aspectos do negócio. A começar pela maior eficiência do trabalho dos próprios técnicos em campo, em aspectos como agendamento, identificação de rotas de condução mais livres, entre outros.

Também a eficiência do marketing se beneficia, ao dispor de informações sobre os consumidores e seus hábitos que podem ser usadas para aprimorar a experiência do cliente. O resultado é simples: consumidores mais felizes e aumento de receita. Combinar o Data Analytic com a inteligência humana para otimizar a experiência humana de A a Z ajuda a aumentar a fidelização, a retenção de clientes e a experiência geral da marca em uma era de concorrência sem precedentes.

Onde o setor de telecom está em falta

Houve uma propaganda exagerada em torno do conceito “Big Data” e a promessa de análises avançadas e estratégicas. O fato, porém, é que poucas organizações alocaram os recursos necessários para explorar os valiosos insights que detêm. Um recente estudo global com 273 executivos das principais empresas do setor de telecom revelou que, enquanto a maioria delas considera investir em Big Data e Analytics, apenas 30% realmente já fez esse investimento. Por quê? Porque não sabem por onde começar.

Mas a urgência em acessar os dados é imperativa. Atualmente, as empresas do setor de telecom operam em um dos mercados mais competitivos do mundo. As operadoras estão se consolidando, combinando recursos, expertise e ofertas, apenas para conquistar o melhor do negócio, e para três das quatro grandes operadoras de telefonia móvel, as receitas diminuíram ao longo do ano passado. Encontrar e reter os clientes tornou-se cada vez mais difícil nos últimos anos. Nesse ambiente altamente competitivo, é vital que o setor encontre uma maneira de se distinguir dos outros – e isso só pode ser alcançado alavancando as montanhas de dados disponíveis e dedicando recursos para analisar esses dados.

Como o setor de telecom deve utilizar seus dados

A tecnologia inovadora de gerenciamento de serviço em campo (GSC) é a peça-chave para as companhias do setor de telecom que querem explorar seus dados para simplificar a experiência do serviço para os clientes, por meio de inteligência artificial (IA) e machine learning. Isso começa com a infraestrutura com que estão trabalhando e a qualidade dos serviços que prestam. Por exemplo, uma torre de celular equipada com sensores de Internet das Coisas (IoT), provavelmente registrará seus dados de desempenho, enviando sinais para um centro de controle em tempo real. Quando ocorre alguma irregularidade, esses sinais desencadeiam uma série de eventos – começando com um operador, que localiza o técnico qualificado mais próximo, otimiza sua rota para que chegue o mais rápido possível e então passe os detalhes e o material necessário para que ele possa diagnosticar e resolver o problema com precisão e eficiência. A tecnologia GSC, acessível por meio dos dispositivos móveis, simplifica esse processo e introduz um nível de organização que beneficia a empresa, o técnico e o consumidor final. Desta forma, todos saem ganhando.

Além de promover a manutenção da infraestrutura física, a tecnologia GSC também impacta positivamente na satisfação do funcionário ao equipá-lo com as ferramentas necessárias para que seja bem sucedido – sempre. Isso é um ponto crítico, já que os técnicos são, geralmente, a única interação que os clientes têm com a empresa – e um profissional satisfeito torna-se um embaixador da marca muito melhor comparado ao que está mal subsidiado e frustrado com seu trabalho.

Melhor serviço = clientes mais felizes
Dada a enorme quantidade de dados que as empresas do setor de telecom têm acesso, não há desculpa para não oferecer uma experiência excepcional para o cliente. Em um cenário tão competitivo, a visão do consumidor representa a diferença entre retenção ou desgaste. A análise de dados resultante da utilização da tecnologia adequada no serviço (e de tantas outras indústrias) é a chave para gerar valor agregado de maneira geral – mas não são suficientes para as organizações que estão se capitalizando. Em média, os insights orientados por dados contribuem apenas para 2,9% no lucro de uma empresa de telecom. Por isso, agora é o momento dessas companhias pararem de usar processos antigos e perceberem o real impacto dos dados alimentados pela tecnologia GSC em seu negócio.

Escrito por Alexsandro Labbate, Diretor Global de Marketing da ClickSoftware