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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

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Category: Opinião

Por João Bosco, da Doxa Advisers

Apesar de todo o foco que hoje se tem em Transformação Digital, talvez a maioria das pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil ainda estejam desconectadas, com uma minoria absoluta perto de uma etapa de adoção de uma cultura Digital.

No entanto, pesquisas sugerem um aumento na receita de empresas que adotaram redes sociais, computação em nuvem e ferramentas móveis. Talvez as pequenas empresas “digitalmente avançadas” possam esperar um crescimento anual de receita significativo, e, certamente, serão mais propensas a oferecer novos produtos, expandindo seus negócios e tornando-se criadoras de emprego.

Podemos classificar o envolvimento digital entre as PMEs em quatro estágios:

Desconectadas, sem conectividade com a internet ou dispositivos;
Básico, com acesso intermitente à web e às mídias sociais;
Intermediário, com plataformas de comércio eletrônico ou sites para se conectar com clientes;
Avançado, com as empresas que passaram para plataformas em nuvem, ferramentas móveis, etc., para melhor coordenar seus negócios.
Em contraste com a expectativa de crescimento de PMEs digitalmente avançadas, podemos inferir que as empresas que operam totalmente off-line podem experimentar uma queda das receitas, e aquelas com apenas presença digital básica ou mesmo intermediária talvez não devam esperar crescimento.

Existe uma baixa curva de adoção para o digital, e a adoção digital pode ajudar muitas PMEs a dar um bom salto.

Em 2018, pense em estabelecer uma cultura digital, e considere isso como uma tendência altamente relevante para incrementar seus negócios. O segmento da empresa deve ser levado em conta, pois, dependendo do setor, a adoção de uma ou outra dessas tendências pode ter impactos distintos:

Ferramentas que facilitem a utilização de home-office (escritórios digitais)
Sistemas eletrônicos de meio de pagamento
Blockchain – a volta do escambo
Social listening – escute o que as pessoas estão dizendo sobre sua empresa nas redes sociais
Social engagement – Marketing e Vendas através de redes sociais
Computação Móvel e aplicativos (o 5G vem aí)
Não custa lembrar que a computação em nuvem permite que tecnologias digitais, antes possíveis apenas para empresas maiores, estão disponíveis para o seu negócio a taxas mensais (sem investimentos) e pagas de acordo com o seu uso efetivo.

Bons negócios digitais em 2018!

por Marcos Pazeto

O uso da tecnologia no mercado de agronegócios já é uma realidade. De acordo com um recente levantamento da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), 67% das propriedades agrícolas no país já adotaram algum tipo de inovação tecnológica, dentro ou fora do campo. Responsável por 23% do PIB brasileiro, o segmento de agronegócios tem impulsionado a economia e, por isso, é imperativo que os players do setor especializem-se e conheçam as novas demandas tecnológicas para destacarem-se nesse mercado cada vez mais competitivo.

O mais recente levantamento do Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) medido pelo Departamento do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro/Fiesp) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), apontou que a confiança de industriais do agronegócio aumentou no terceiro trimestre de 2017 na comparação com o trimestre anterior.

Nesse cenário de recuperação econômica, a transformação digital é a resposta aos grandes desafios atuais do agronegócio. A tecnologia promove a praticidade, facilita a execução de tarefas na rotina diária do campo, além de possibilitar aos produtores rurais melhor planejamento, mensuração e utilização correta de uma infinidade de informações e dados, para otimizar a produção. Já existem hoje no mercado soluções avançadas de gestão com algoritmos desenvolvidos especificamente para atender as demandas desse setor. Desta forma, a agroindústria consegue alcançar seus objetivos operacionais, aumentar a produtividade e os ganhos de safra das fazendas, além de diminuir os custos.

Seguindo a mesma linha de inovação, a mobilidade também chega como um fator essencial para a evolução do agrobusiness, já que a utilização de dispositivos móveis integrados a uma plataforma tecnológica promove inteligência ao processo de gerenciamento das fazendas.

A utilização de drones no cultivo é outra ferramenta tecnológica que ganhou espaço na agricultura e na pecuária. Por tratar-se de um equipamento versátil, uma vez que é capaz de desempenhar diferentes funções na fazenda, o valor do investimento é justificável e rapidamente recuperável. Os softwares embarcados nos drones podem captar imagens georeferenciais em tempo real, identificar problemas e fornecer informações precisas de falhas no plantio, trechos com excesso ou falta d’água, pragas, entre outros dados que agilizam e tornam mais inteligente o processo de tomada de decisão.

A agricultura de precisão traz mais eficiência no campo, diminuindo as perdas por meio de um processo de trabalho mais eficiente. Os agricultores contam hoje com soluções avançadas de controle das máquinas com auxílio de GPS, sistemas de mapeamento da colheita, além de softwares de gestão de toda a cadeia produtiva, que oferecem suporte à decisão agronômica.

Abraçar a transformação digital exige não só a adoção das tecnologias disponíveis como manter-se à procura da próxima inovação tecnológica para o setor. Só assim será possível dar continuidade a este processo de evolução produtiva das operações no campo.

Marcos Pazeto, da AdopTI

*Por Wolmer Godoi

A internet se tornou um enorme campo construído por dados e memórias diversas, complexas e constantemente atualizadas. Muito disso se deve ao fato de que toda ação – online ou offline – que realizamos em nossas vidas deixa uma marca. No ambiente digital, podemos deixar rastros conscientes – como no caso de publicações, entrevistas –, ou registros inconscientemente: páginas acessadas, tempo de navegação, termos de busca, dentre outros. Através de ambos é possível ser rastreado.

“Digital Footprint” é o termo que define a nossa pegada, nosso rastro digital. Ele é composto pelo conteúdo – palavras, fotografias, áudio ou vídeo – que pode ser atribuído a um determinado indivíduo. Partes de uma pegada digital incluem fotografias no Instagram, postagens em blogs, vídeos publicados no YouTube, mensagens no mural do Facebook, reportagens, LinkedIn, etc. Outro conjunto de informações é o que está “on line” mas não está tão facilmente acessível: informações no SPC, Banco Central, Cartórios, Tribunais (Federais, Estaduais, Trabalho etc.) e outras bases de dados privados. Todo esse conglomerado de informações compõem a sua pegada digital, e ela diz muito sobre você.

Talvez você esteja se perguntando agora o porquê de se preocupar com isso, certo? Bom, se você nunca buscou seu nome no Google, sugiro que faça isso agora e veja todas as informações que qualquer pessoa ou empresa de qualquer lugar do mundo pode ter sobre você. Uma pesquisa realizada pela McAfee em 2014, com 1.502 jovens entre 10 e 18 anos dos Estados Unidos, aponta que 49% dos respondentes postaram algo que se arrependeram depois; 50% já compartilharam o endereço de e-mail; 30% compartilharam o número do telefone e 45% mudariam o comportamento em postagens se soubessem que os pais estavam de olho. Os seus dados pessoais não devem ser compartilhados.

Recentemente, palestrei sobre “Rastros Digitais” em um evento de segurança da informação e fiz um exercício muito interessante para saber até que ponto conseguiria informações pessoais de pessoas que estariam no evento. Os resultados chegaram a impressionar a mim e ao público presente. Selecionei 12 pessoas que confirmaram presença ao mesmo evento de segurança pelo Facebook e além das redes sociais, comecei a buscar as informações em sites públicos como Jusbrasil, Escavador, Consulta Sócio, Vebidoo, entre outros. O resultado deste exercício é que foi possível encontrar praticamente todos os dados dessas pessoas, como:

100% do número de CPF, data de nascimento, telefone e renda;
93,75% do nome da mãe, e-mail e endereço;
87,5% do nome da empresa e de parentes, ocupação e escolaridade;
81,25% da classe social;
68,75% do veículo;
31,25% dos títulos de eleitor;
12,5% da restrição financeira.
Agora pense e reflita: o que pessoas mal-intencionadas poderiam fazer com todos estes dados? Que tipo de problema ou manchas em sua vida pessoal um elemento mal-intencionado poderia causar?

Para isso, listo algumas dicas que podem ajudar você na forma de se interagir com outras pessoas através de canais digitais:

– Altere as configurações de privacidade em suas redes sociais para que apenas seus amigos possam ver sua informação;

– Tenha sempre em mente que, uma vez que a informação foi postada online, pode ser quase impossível removê-la;

– Não publique nada que possa se tornar embaraçoso mais tarde;

– Cuidado com as fotos postadas em seus perfis públicos. Os outros o julgarão com base no conteúdo;

– Não divulgue seu endereço pessoal, número de telefone, senhas, mesmo em mensagens privadas. Existe sempre a possibilidade de alguém encontrá-los;

– Não publique coisas para intimidar, ferir, chantagear, insultar ou gerar qualquer tipo de dano aos outros.

Na dúvida, não poste para não se arrepender depois!

*Wolmer Godoi é Diretor de Cibersegurança da CIPHER