Skip to content

TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

Archive

Category: Gestão

Simplificar negociações, ampliar as margens de lucros e reduzir os riscos do negócio. Com esses objetivos, a Usina Santo Ângelo desenvolveu um projeto para gestão de riscos financeiros em operações commodities, que permitiu automatizar processos e controlar de forma centralizada e em tempo real os valores do açúcar negociado. Os investimentos realizados contemplaram a implantação do software SAP Commodity Management, além dos serviços especializados para gerenciar toda a execução do trabalho. O projeto foi conduzido pela AdopTI, consultoria com portfolio exclusivo e especializado na plataforma de gestão empresarial SAP e que há anos atua fortemente no mercado sucroenergético brasileiro.

Com mais de 60% de seu faturamento oriundo de exportações, com produtos commodities na BM&FBOVESPA, a Usina Santo Ângelo não dispunha de recursos avançados para gerenciar e controlar suas reservas, valores fixados para o açúcar e, por consequência, aumentava o risco de suas operações no mercado. De acordo com Carlos Alexandre de Sene, gerente de TI da Usina Santo Ângelo, o controle era realizado de maneira descentralizada, por meio de planilhas, o que dificultava a gestão e o planejamento. “Toda a comercialização de açúcar para o exterior é feita em commodity, o que demanda a prefixação de valores, compra de opções de vendas e o pagamento de um percentual para a bolsa. Precisávamos saber, em tempo real, qual era a margem de lucro estabelecida e se ela seria suficiente para manter a produção prevista. Além disso, era fundamental saber com precisão quais eram os riscos do nosso negócio e o quanto estávamos gastando para nos proteger”, explica Sene.

Por isso a usina necessitava de uma solução tecnológica que lhe permitisse a gestão centralizada dos negócios, bem como a capacidade de planejamento e visão de longo prazo. Desta forma seria possível saber qual área demandava uma melhor gestão de custos e ajustes para garantir a lucratividade. A AdopTI foi responsável por conduzir o projeto de implementação do SAP Commodity Manager, que foi concluído em dez meses. Hoje, a Usina Santo Ângelo controla todos os contratos futuros e exportação através da nova ferramenta, que também lhes permite fazer uma previsão do fluxo de caixa, controle de remessas para formação de lotes e emissão de relatórios precisos, com dados confiáveis, tudo sempre em tempo real.

“O Agro é um dos segmentos onde a SAP detém uma importante base de clientes e, para possibilitar a entrada das médias e pequenas empresas, trouxemos ao Brasil a metodologia de implementação acelerada com as melhores práticas, entregando assim o melhor em sistema de gestão com prazo e custo adequado ao tamanho da empresa”, afirma Luciano Idésio, Diretor de Canais da SAP Brasil. “A SAP Commodity Management permite entender melhor o impacto dos preços das commodities, simplificando, automatizando e gerenciando as compras e vendas para reduzir erros e economizar tempo, integrando e transformando processos para refletir as melhores práticas e condições de mercados atuais”, destaca o executivo.

Entre os benefícios que o projeto proporcionou, destaca-se a capacidade de planejamento de longo prazo, que permite que a usina consiga ter uma visão e controle do fluxo de caixa, remessas, taxa de lucratividade de cada contrato, entre outras informações para um planejamento em um cenário de dez anos. Além disso, a usina passou a ter confiança em seus registros contábeis. “Temos segurança em todo o fluxo, visão da situação, agilidade de informação e, o melhor, tudo de forma centralizada”, ressalta Sene. “Antes, demorávamos até três dias para levantar informação de índice de exposição de preços para safras seguintes, agora, temos esse dado na ponta dos dedos, em tempo real”, completa o executivo.

Segundo Rodrigo Guimarães, Gerente de Projetos da AdopTI, o sistema SAP oferece uma plataforma robusta de componentes para tornar seguro e ágil o controle de todas as etapas do processo de gestão de commodities, de uma forma transparente, que facilita e melhora a qualidade na tomada de decisão. “Como resultado de tudo isso, a usina conseguiu elevar sua taxa de lucratividade, confiabilidade nas informações e também otimizar o investimento de seu capital”, enfatiza Guimarães.

Fundada em 1984, a Usina Santo Ângelo é uma empresa de refinação de cana de açúcar localizada no município de Pirajuba, Minas Gerais. A empresa, que possui 1700 colaboradores, produz etanol, açúcar, além da cogeração de energia elétrica, a partir da queima do bagaço da cana de açúcar.

A Vale está implantando um novo sistema de gestão das unidades de minério de ferro e manganês da empresa no Brasil, que substitui outros 17 sistemas que vinham sendo usados. Ao todo serão 38 minas, plantas e entrepostos com o novo sistema, chamado de Gestão da Produção Vale – Mineração (GPV-M). A implantação já foi concluída em 20 unidades de Minas Gerais, Maranhão e Pará. Essa iniciativa vai proporcionar uma economia de mais de US$ 70 milhões até 2020.

O GPV-M começou a ser desenvolvido em 2014 pelas áreas de Tecnologia da Informação e Ferrosos em parceria com a Chemtech, uma empresa do Grupo Siemens. Sua implantação teve início em outubro de 2016. Ele faz parte da plataforma tecnológica única de gestão do supply chain (cadeia de valor) do negócio de ferrosos – composta por mina, ferrovia e porto – e engloba todo o processo de produção, desde a mina e o beneficiamento até a expedição do produto.

A mudança traz três principais ganhos financeiros. Um é a redução do custo de TI com a manutenção e evolução de diferentes sistemas e plataformas, levando a uma economia de US$ 19 milhões até 2020.

O segundo é o custo evitado para o negócio em função da redução de impactos operacionais causados por indisponibilidade do sistema. E, por último, são esperados ganhos relevantes com maior produtividade de mão de obra e redução de horas improdutivas dos ativos, suportados pela melhor usabilidade do sistema e maior disponibilidade de informações para tomada de decisão. Estes ganhos operacionais são estimados em US$ 53 milhões no mesmo período.

O menor tempo de indisponibilidade (em que o sistema fica “fora do ar”) é consequência da tecnologia mais moderna e robusta do GPV-M em relação aos sistemas antigos. Já o aumento de agilidade e a redução de horas improdutivas são obtidos pelo maior nível de integração com sistemas de automação, que fornecem dados de forma imediata e confiável, além de exigir menos trabalho manual (com digitação, por exemplo) e de ser mais intuitivo para os operadores.

Outra grande vantagem da adoção de um sistema único é que ela permite a padronização de conceitos e indicadores nas diferentes unidades da empresa. Toda a expertise operacional dessas unidades será reunida em um banco de dados digital, facilitando a replicação de melhores práticas e o benchmarking interno, tornando o processo de decisão mais dinâmico e competitivo.

“Ao longo dos anos a Vale foi adquirindo várias empresas e cada uma adotava um sistema próprio. Pela primeira vez estamos padronizando todos esses sistemas”, explica Jonas Chagas, gerente do projeto.

“Agora poderemos comparar de forma mais fácil o desempenho entre nossas unidades, identificando assim pontos de melhoria de processo que permitam um aumento de produtividade”, complementa Marcelo Baltar, gerente de Gestão de Informação de Ferrosos.

O GPV-M é capaz de processar 1,2 terabyte de informações em tempo real e atender a mil usuários simultâneos. Desde que começou a ser implantado o sistema já foi utilizado por mil usuários diferentes, com acessos simultâneos de 150 usuários.

Como o sistema é propriedade intelectual da Vale, será possível continuar estendendo a solução e no futuro desenvolver novas funções a partir da análise dos dados gerados e de outras tecnologias.

A implantação do GPV-M está em linha com a política da área de Ferrosos de reduzir custos e otimizar a margem a partir do aumento da produtividade. “O GPV-M é uma das fundações da nossa estratégia digital, cujo objetivo é estabelecer uma plataforma que permita à Vale atingir novos patamares de produtividade, através da combinação de novas tecnologias e processos”, acrescenta Jânio Souza, gerente de Inovação em TI.

TI na Vale

A Vale vem investindo na tecnologia da informação para se tornar uma empresa mais simples, eficiente e competitiva na indústria de mineração. As iniciativas visam integrar a empresa globalmente, reduzir custos, simplificar processos e impactar os negócios de forma estratégica, com o objetivo aumentar ainda mais o nível de produtividade da empresa e levá-la a atingir os melhores índices de saúde e segurança.

A empresa está implantando sistemas inteligentes de planejamento da cadeia de supply chain; soluções de TI Industrial, como sistemas de gestão de combustíveis e frota; análise avançada de dados, com o objetivo de prever problemas, antecipar falhas de equipamentos e influenciar a tomada de decisões; e soluções de mobilidade, como aplicativos de celular que revolucionam a tomada de decisão dos supervisores nas operações, além de simplificar os processos na empresa.

A Stefanini Scala, coligada do Grupo Stefanini que já atende a quase 100% do portfólio de software da IBM no Brasil, implementa UrbanCode Deploy e Release, solução de automação de deploy de aplicações e controle na TecBan, empresa especializada na gestão de redes de autoatendimento bancário que atua como a rede externa dos bancos e é reconhecida por seus elevados índices de disponibilidade, qualidade e segurança.
A solução consiste em automatizar os processos de infraestrutura e implantação de uma aplicação. Desse modo, os recursos proporcionam a articulação entre os times de desenvolvimento e de operação, reduzindo possíveis erros nas fases de testes e implantação.
Entre os principais ganhos com a solução destacam-se: redução de 90% nos custos com as implementações realizadas via UrbanCode; redução média de 75% no tempo de execução das implantações e redução de 60% do tempo de versionamento(*) da aplicação central.
“Precisávamos ampliar o controle de versão implantada em cada ambiente para termos mais agilidade no processo de implantação, além de visibilidade, transparência e governança nas entregas de software. A Stefanini se mostrou capacitada para essa tarefa, pois possui conhecimento técnico e experiência reconhecidos no mercado”, afirma Alexandre Pacianotto, gerente executivo de TI da TecBan.
Implementação
O projeto foi iniciado em 2016 com a criação dos fluxos de implementação do sistema central (core) da empresa. Após a realização de POC (Proof of Concept) – que nada mais é do que mostrar ao cliente as qualidades da solução na prática, utilizando seu próprio ambiente – com as principais soluções de automação de deploy do mercado, foi classificada a solução UrbanCode Deploy e Release para implementação.
Atualmente, o processo de implantação de novas versões do sistema central é realizado 100% via UrbanCode. “Estamos lisonjeados em participar ativamente desse projeto grandioso na TecBan, na qual já temos uma relação de longa data. A ideia é que ainda no primeiro semestre de 2017 seja feita a expansão da solução para seis sistemas, cuja implantação ainda é realizada de forma manual”, diz Roberto Ameriot, diretor comercial da Stefanini Scala.
Resultados significativos
Garantir que o resultado final do deploy realizado seja o mesmo de quando era feito manualmente está entre os principais desafios do projeto na TecBan. Além disso, segundo Alexandre Pacianotto, é imprescindível garantir a rastreabilidade de todos os comandos realizados pela solução no ambiente que está sendo executada a implementação, além de ser necessário criar um único fluxo para cada aplicação, que deve ser utilizado em todos os ambientes.
Os principais resultados obtidos com a solução da Stefanini Scala são:
§ Redução do risco de falha: foi reduzido o risco de falha de execução manual;
§ Redução de custo: redução de 90% no custo de implementação para o sistema central;
§ Garantia de execução dos mesmos procedimentos para todos os ambientes: utilizam o mesmo fluxo/procedimento de implantação desde a pré-produção até os seis ambientes paralelos de produção;
§ Garantia de instalação da mesma versão: utilização do mesmo binário em todos os ambientes;
§ Redução no tempo de execução: 28 minutos para implementar a solução em outros ambientes;
§ DashBoards de controle de versões instaladas nos ambientes.

(*) Versionamento de uma aplicação tem como foco principal documentar as inclusões, alterações ou até mesmo exclusões de funcionalidades.