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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

Obviamente não tem cabimento e seria até “chover no molhado” introduzir a importância do do analytics, da cultura analítica e do business intelligence na área financeira e também para as pessoas que estão à sua frente. Desde 2017, algumas previsões já mostravam que esses departamentos, que são o coração das corporações, passariam a ser totalmente dependentes das soluções de analytics para entregar insights acessíveis, em tempo real. E essa é umas das tendências que se mantém em 2018.
Seja como o dono do projeto ou o seu patrocinador, a responsabilidade pelo seu sucesso sempre recairá de alguma forma sobre o CFO ou diretor financeiro. Veja alguns fatores decisivos que CFOs devem considerar para assegurar projetos de business intelligence na área financeira bem-sucedidos e rentáveis:
#1 É preciso ter os dados
A importância de ter metas já é clara. Mas, um segundo ponto é ter a certeza de que os dados que vão preencher esses propósitos estejam disponíveis. Muitas vezes, por mais do que se saiba o que deve ser feito, no meio do caminho aparecem dados sujos, espalhados por vários lugares, o que aumenta a complexidade do projeto ao seu final.
#2 Escolher os dados que promovem mudança
O projeto de business intlelligence na área financeira deve trabalhar de fato com dados capazes de promover mudanças de curso. É preciso pensar o que é necessário para a tomada decisão naquele mês e não somente oferecer informações do que já aconteceu. Muita gente olha o BI só como passado.
#3 Quick wins
Sempre digo que um projeto não precisa ser perfeito, mas além de retorno em curto prazo, baixo custo é a palavra de ordem. Lembre-se que se a implementação for rápida e não custar muito caro será mais fácil de refazer, se necessário.
#4 BI é um ser vivo
O que dá certo hoje, pode não dar certo amanhã. Tudo é mutante. Os clientes mudam, o mercado muda, os dados mudam.
#5 Disseminar a cultura analítica
A cabeça das pessoas faz toda a diferença e é sim papel do CFO tentar disseminar a importância de uma cultura analítica e orientada a dados dentro de uma organização. Será isso que ajudará a mensurar lá na frente se esse projeto de business intelligence na área financeira está sendo eficiente. Ter adesão e trazer resultados rápidos, são pontos super importantes nesse sentido.
#6 Nada disso terá sentido sem a governança
Não adianta só se ter a garantia de que o dado de origem está limpo, mas sim de que os dados que estão sendo apresentados, sejam em formato ppt ou em um sistema, estejam coerentes com a linha de negócios das empresas. Tempo é dinheiro e não faz sentido perder muito tempo analisando um dado que foi transformado.
Em suma, tenho acompanhado de perto como o uso de ferramentas analíticas (principalmente para acessos a dados em real time) tem mudado não só a cultura das empresas, como a dinâmica do mercado. Acho que os projetos de bussiness intelligence na área financeira não é diferente, por isso, vale a pena olhar para os pontos que mencionei acima e pensar como o analytics pode ser eficaz e trazer retornos para um CFO, que passa a ser mais ágil, a cultivar melhores tomadas de decisão, alcançar melhores resultados ao trabalho, conquistar mais credibilidade junto a todos e ganhar um impulso nos seus negócios e na sua carreia.

Cynthia Bianco é presidente da MicroStrategy

Sandra Maura, CEO da TOPMIND

A Transformação Digital trouxe novas perspectivas para as funções desempenhadas por executivos da área de TI (CIO – Chief Information Office). Trata-se de uma expansão para além das tradicionais atividades de planejamento realizadas por profissionais do setor há alguns anos, quando o volume de informações começava a ganhar novas proporções dentro das empresas.

Com o avanço da automação viabilizada por tecnologias como Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (ML), o escopo de trabalho desses executivos ampliou e passou a abranger a área de negócios de forma estratégica. Atualmente, o CIO é parte de uma equipe de liderança que estabelece bases para o desenvolvimento de talentos e para a integração organizacional de toda a companhia.

Uma pesquisa realizada pelo Gartner com 3.160 CIOs de 98 países aponta que 95% desses profissionais preveem mudanças quanto as funções que desempenham atualmente. À medida que o digital se espalha, o papel do CIO se torna mais desafiador e focado em objetivos comerciais.

O estudo mostra ainda que a maioria dos executivos considera que as tendências tecnológicas, sobretudo de segurança cibernética e de Inteligência Artificial (IA), mudarão significativamente a maneira como eles realizarão seus trabalhos no futuro. A maioria dos profissionais afirma que a segurança cibernética será um dos temas mais debatidos em 2018, uma vez que o cenário global inclui ameaças digitais que podem afetar seriamente as organizações.

Por outro lado, o CIO da atualidade precisa ser um profissional mais generalista, com conhecimentos que se estendem a vários campos. Ao menos 84% dos principais executivos entrevistados pelo Gartner são responsáveis por áreas de negócios fora do setor de TI. Dentre os assuntos de destaque estão inovação e transformação, ações que geram os melhores resultados para as empresas.

Cerca de 80% dos executivos afirmam que os negócios digitais têm encorajando grandes empresas a transformarem sua forma de pensar estratégias e aceitar as mudanças. Isso significa espaço maior para a inovação em um momento no qual companhias se arriscam e apostam na Transformação Digital.

Nesse cenário, portanto, esse profissional se torna responsável por captar recursos para implementar equipes digitais assertivas ao identificar e avaliar o perfil de cada profissional direcionado para a área estratégica. Cabe ao CIO a percepção de que compor um time multidisciplinar é investir no sucesso. Além disso, melhor informado sobre a equipe, o executivo consegue se manter próximo aos projetos primordiais para a organização.

O CIO, o qual há alguns anos era responsável apenas por questões técnicas, hoje tem em suas mãos a tarefa de inovar e se adaptar a contínuas mudanças em uma realidade de trabalho transformada pela revolução digital.

Muito mais expansivo e requisitado, o executivo agregou funções e se tornou peça chave na estratégia das empresas. Assim como ocorre na tecnologia, o mercado também vivencia transformações nos papéis dos executivos. É tempo de se reinventar como CIO e assumir um papel protagonista em uma tendência global de organizações que buscam incorporar a Transformação Digital em seus processos. A inovação caminha lado a lado com os novos desafios de negócios, e a passos largos.

Marco Stefanini (*)

Tema do CIAB, maior evento de tecnologia para o mercado financeiro, a inteligência exponencial está associada à interpretação de dados que vai muito além da capacidade humana, a partir da utilização de uma série de tecnologias, como Analytics, Big Data, Inteligência Artificial, IoT, Machine Learning e tantas outras que avançam numa velocidade impressionante, fazendo com as empresas aprendam de forma contínua, repensem seus processos com agilidade e criem soluções que coloquem o consumidor como protagonista dos negócios.

A empresa que não se adaptar a este novo mundo – mais ágil, volátil e incerto – corre o risco de ficar para trás nesta nova revolução marcada por ideias disruptivas, que surgem cada vez mais da colaboração entre funcionários, entre grandes empresas e startups, entre Universidades e corporações. Todas as novas tecnologias permitem que as instituições compreendam a jornada do cliente – corporativo ou usuário final -, se antecipando às necessidades e tendências.

Oferecer rapidamente uma solução que possa ser uma referência de mercado é agir com inteligência exponencial, assim como utilizar a criatividade para pensar em produtos e serviços que superem as expectativas e fujam aos padrões atuais. Para aproveitar este momento de grandes oportunidades – durante e pós-transformação digital -, é preciso investir em tecnologias, que possam permitir o crescimento exponencial, considerado um fator decisivo na manutenção de uma empresa na liderança de mercado.

Em dez anos, a estimativa é de que 40% das corporações atualmente relacionadas no índice Fortune 500 tenham deixado de existir. Segundo Salim Ismail, autor do livro Organizações Exponenciais – Por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas que a sua (o que fazer a respeito), juntamente com Yuri Van Geest e Michael Malone, este cenário é resultado direto de uma espécie de “sistema imunológico” interno, que busca erradicar toda ideia inovadora antes que ela possa se consolidar.

Salim ressalta que muitas empresas estão satisfeitas com aquilo que funciona e, por isso, deixam de inovar. A sobrevivência de uma companhia depende da sua capacidade de se manter à frente da curva da tecnologia e abraçar as mudanças, a fim de se manter competitiva perante a concorrência. Nenhuma empresa poderá acompanhar o ritmo de crescimento definido pelas organizações exponenciais, se não estiverem dispostas a realizar algo radicalmente novo – uma nova visão da organização que seja tão tecnologicamente inteligente, adaptável e abrangente quanto o novo mundo em que vai operar – e, no final de tudo, transformar.

O livro mostra claramente como uma inovação surge, por meio do conceito MTO (Massive Transformative Purpose, em português Propósito Transformador Massivo) e provoca mudanças inesperadas em diversos setores da sociedade, seja com a criação de novos negócios ou com a mudança de comportamento.

Os autores pesquisaram os padrões das empresas exponenciais mais importantes do mundo nos últimos seis anos, tais como Waze, Tesla, Airbnb, Uber, Xiaomi, Netflix, Valve, Google (Ventures), GitHub, Quirky e 60 outras empresas, incluindo empresas de sucesso, como GE, Haier, Coca-Cola, Amazon, Citibank e ING Bank. Também entrevistaram mais de 70 líderes globais e pensadores, para trazer uma nova e ampla visão sobre as tendências organizacionais e tecnológicas essenciais, que podem ser aplicadas nas startups, empresas de médio porte e nas grandes organizações.

Dentre tantos aprendizados compartilhados pelo autor, percebemos que o foco na transformação digital e no propósito de se tornar exponencial está no desenvolvimento de um ecossistema de inovação. Para se manter na vanguarda, é preciso interagir, considerar novas ideias, incentivar novos conhecimentos e crocriar. Isto não significa desprezar o que está sendo feito, mas valorizar o que ainda pode se tornar o grande diferencial de sua empresa e colocá-la no patamar das novas companhias exponenciais do planeta.

(*) Marco Stefanini é fundador e CEO global do Grupo Stefanini