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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

Paulo Henrique Pichini*

image003Houve um tempo em que existia uma clara divisão entre o papel do líder de TI (CIO/CTO) e o responsável pelo marketing da corporação (CMO). O mesmo poderia ser dito sobre as barreiras entre a área de tecnologia e o diretor de recursos humanos. Com a digitalização da economia, esses silos deixam de fazer sentido e o oposto torna-se urgente: a colaboração intensa e criativa entre as áreas de TI, Marketing e RH para que a empresa inove, inove e inove.

Toda transformação digital tem como meta melhorar a experiência do usuário/cliente e promover seu engajamento a marcas, filosofias, pessoas. CMO e CIO têm de trabalhar juntos, de maneira fluida, para que essa meta seja atingida de forma constante (a revolução digital é permanente). Ninguém tem uma visão mais clara do perfil do cliente/consumidor do que o CMO; ninguém está mais atualizado e capaz de propor inovações digitais para melhorar ainda mais a experiência do usuário do que o CIO. Por enquanto, no entanto, essa realidade é mais uma meta a ser atingida do que uma prática corriqueira das empresas. Pesquisa da consultoria Modern Marketing Partners com 2000 CMOs, em 2016, indica que 73% desse grupo concorda que tecnologias digitais são essências para o sucesso do marketing. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido: 41% dos CMOs entrevistados dizem que segue sendo essencial aumentar a interação entre o marketing e a TI para que essas metas sejam atingidas.

A área de RH vive um dilema semelhante ao de marketing, mas os desafios são ainda maiores. Muitos times de RH ainda dedicam 80% do seu tempo a organizar e fiscalizar políticas de gestão de pessoas (da contratação à demissão, passando por benefícios, promoções, etc.). Isso é core para o RH e deve seguir acontecendo. Mas, em tempos de transformação digital, é fundamental que a gestão do capital intelectual da empresa seja acelerada e modificada por novas soluções e processos que irão, mais uma vez, promover a inovação, a criatividade e a produtividade das pessoas.

Os mais avançados gestores de RH estão trabalhando intensamente com a área de TI para propiciar uma vivência do funcionário que espelhe a melhor experiência de usuário/consumidor que sua empresa provê ao mercado. Da mesma forma que a inovação tecnológica incentiva o engajamento de consumidores e parceiros de negócios, essa nova forma de vida corporativa aumenta de forma exponencial o engajamento dos colaboradores internos. Quem segue esse caminho colhe resultados. Uma pesquisa da Accenture realizada no início de 2017 mostra que um RH inovador diminui em 15,2% a rotatividade dos funcionários, além de promover aumento de produtividade na ordem de 5,4%. A mesma pesquisa aponta, no entanto, que apenas 9% das empresas globais estão prontas para a era do RH digital.

Quem já vive a transformação digital no RH está à frente do mercado. É o caso da consultoria Ernest & Young (EY). Preocupada em propiciar uma boa experiência de usuário para pessoas de todas as idades – não somente a geração Y –, sua equipe de RH desenvolveu, em conjunto com o time de TI, uma Mobile App (o “Buddy”) com um assistente virtual que suaviza e acelera o processo de integração de novos funcionários (onboarding). Num relance, o novo colaborador informa-se sobre treinamentos disponíveis, o mapa do escritório, as pessoas que irão dar suporte a ele, os sistemas de colaboração e social media pelos quais poderá interagir com os colegas, etc.

Fica claro que a transformação digital e a nova forma de se relacionar trazem para o usuário – seja um cliente externo, seja um colaborador interno – mudanças sensoriais.

As ferramentas de colaboração, automação de ambientes e digital signage são cada vez mais potentes e sedutoras. Podemos notar os gigantes da tecnologia lançando a toque de caixa soluções cada vez mais amigáveis e de fácil implementação, escaláveis e pagas por demanda, com atuação independente de dispositivo de acesso e sempre em alta disponibilidade. Vivenciamos, também, um boom de lançamento de sensores capazes de sinalizar tudo e todas as coisas. Integrados às ferramentas de colaboração e automação, esses sensores são capazes de entregar aos elementos de digital signage dashboards de analytics que permitem decisões instantâneas, precisas e de uma eficiência nunca antes vivenciada.

O mercado começa a ver uma atuação de peso das áreas de Marketing e RH, que com estratégias de guerrilha, transformam, com maestria, a forma de pensar e agir dos usuários. Na era da transformação digital, os mecanismos de divulgação e campanhas casadas entre Marketing e RH são fundamentais para que a corporação usufrua plenamente deste novo mundo. É um ambiente corporativo totalmente novo com, por exemplo, sinalização nos elevadores, refeitórios e áreas comuns. Vale destacar as janelas virtuais: um colaborador vai ao café e encontra uma tela que o transporta para o café de uma unidade em outro pais. Fácil assim, nasce o encontro entre profissionais absolutamente remotos. As soluções de transformação digital suportam, também, campanhas de divulgação de novas funcionalidades, cases de sucesso, opinião de usuários, ataque pessoal (treinamento) de usuários chaves e formadores de opinião, etc.

É espetacular ver e sentir esta transformação em ambientes tradicionais, como, por exemplo, grandes bancos e industrias.

A cooperação entre RH, Marketing e TI visa, acima de tudo, encantar e depois engajar os usuários. Podemos dizer que a meta é o engajamento por encantamento. Não há nada de megalomaníaco nisso. Basta trabalhar com as tecnologias e soluções disponíveis e com um desenho de arquitetura bem planejado e adaptado às reais necessidades da empresa e de seus colaboradores e clientes. A partir daí, a transformação digital acontece.

Seja dentro ou fora da empresa, o maior patrocinador, entusiasta e disseminador desta onda é, sempre, o usuário.

*Paulo Henrique Pichini é CEO & President da Go2neXt

A CA Technologies, umas das principais empresas de tecnologia corporativa do mundo, apresenta Carlos Jacobsen como vice-presidente da unidade de negócios de Mainframe e Renewals para a América Latina. A chegada do executivo faz parte da movimentação da companhia para alinhar a estrutura operacional com as demandas de mercado em toda a região.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado de TI, Jacobsen fortalecerá uma das áreas mais importantes para operações da CA Technologies. Formado em Engenharia pela Mackenzie, Jacobsen é especialista em Desenvolvimento de Negócios no Mercado de Software. Em sua trajetória profissional, o executivo passou pela Ernst & Young, Enterasys Networks, Compuware e, mais recente, pela BMC, onde liderava a área de vendas de Mainframe para América Latina.

“Estou motivado com este desafio e pela oportunidade de colaborar com o desenvolvimento da CA Technologies. Nosso foco é no cliente e como podemos maximizar os benefícios da plataforma para o seu negócio”.

De acordo com a IDC, as empresas que adotaram o mainframe conectado estão obtendo um ROI de 300% em um prazo de 10 meses e mais US$ 200 milhões em receita de aplicativos.

Com 41 anos de atuação global, sendo 37 deles no Brasil, a CA Technologies emprega 11.000 funcionários espalhados em 40 países. A América Latina é uma das regiões estratégicas da companhia, estando presente, além do Brasil, no México, Colômbia, Argentina, Chile e Peru. Exclusivamente focada em software, a CA atende a grande parte das corporações listadas na Global Fortune 500 e dez dos maiores bancos do Brasil, oferecendo as ferramentas e tecnologia para que forneçam aplicativos e serviços de alta qualidade para seus clientes. A receita da companhia no ano fiscal de 2017 foi de US$ 4.036 bilhões e a previsão é que obtenha um aumento de 4% no ano fiscal de 2018.

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia, afirma que os executivos de TI (CIOs- Chief Information Officers) devem descobrir como os presidentes (CEOs – Chief Executive Officers) pensam sobre negócios e sobre transformação digital para convencê-los de que é hora de investir no mundo tecnológico.

Durante o Gartner Symposium/ITxpo 2017, os analistas oferecerão aos executivos com poder de decisão uma visão estratégica das tendências em evolução e sobre como devem explorar novas formas de pensamento para impulsionar mudanças e desenvolverem-se como os novos líder das organizações di futuro. “O negócio digital não é mais uma linha lateral”, diz Mark Raskino, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner. “Os executivos de TI devem ajudar os Presidentes a impulsionarem suas empresas rumo à transformação digital”, diz.

Durante o Gartner Symposium/ITxpo 2017, o Gartner anunciará os achados de sua Pesquisa com CEOs 2017. Os resultados mostram que, apesar de mudanças políticas inesperadas e alertas econômicos, 58% desses executivos classificam o crescimento como prioridade estratégica até 2018.

Os CEOs estão à procura de facilitadores de crescimento. Eles podem ver a tecnologia digital e de informação como um fator chave. Os CIOs precisam garantir aos executivos que as capacidades tecnológicas sejam centradas em dados, baseadas em plataforma ágil, centradas no design do usuário, pensadas com segurança e bem financiadas. Isso permitirá que eles criem uma base tecnológica capaz de suportar a transformação digital.

Tendo em mente o crescimento como carro-chefe, os CEOs devem investir fortemente em tecnologia, vendas e inovação de produtos. “Pense na adaptação, inovação e melhoria de produtos, e na melhoria da margem de lucro – por exemplo, por meio do poder de preços – ao considerar a melhor maneira de aplicar informações e tecnologia em apoio ao crescimento”, disse Raskino.

Após o crescimento, a pesquisa mostra que 31% dos CEOs classificam as prioridades relacionadas a TI como seu próximo maior desafio, ante 19% registrados na pesquisa de 2016. Dentro da categoria de TI, os executivos tinham preocupações de alto nível, como melhorar os sistemas e investir mais na tecnologia, mas houve um aumento no número que menciona especificamente a transformação digital como prioridade.

À medida que os CEOs são pressionados no mundo digital, mais empresas irão além da experiência digital. Com 47% reportando a pressão dos conselhos para fazer progressos em direção ao negócio digital, é hora de passar da especulação para um plano digital real. Mais da metade concorda que seus investimentos digitais já melhoraram os lucros.

Embora os executivos tenham avançado sua compreensão do que significa ser digital, ainda há um longo caminho a percorrer. No Gartner Symposium/ITxpo 2017, serão apresentadas as grandes brechas de compreensão entre CEOs. Alguns indicam os negócios digitais como a maneira que os produtos transformados digitalmente avançarão em suas indústrias, enquanto outros estão presos em padrões de pensamento antigos, como um escritório sem papel. Os executivos de TI serão os responsáveis por educar e orientar os CEOs para expandir seus horizontes.

A pesquisa do Gartner mostra que os Presidentes estão avançando, com 42% dizendo que em primeiro lugar o digital ou digital como centro são agora a postura comercial da empresa. Em geral, os CEOs estão mostrando maior ambição quando se trata de negócios digitais. Mas, cerca de 50% dos CEOs não possuem uma métrica real para um negócio digital de sucesso. Sem principais indicadores e metas de condução, grandes mudanças não acontecerão. Os CIOs precisam propor e explicar ações criativas de estratégia de negócios digitais e ser criativos sobre o desenvolvimento de ideias digitais. “Recomende as ideias de negócios digitais que tenham o efeito mais poderoso, mesmo que essas não sejam as mais utilizadas. Na TI convencional, fazer o mesmo que a maioria faz mais sentido porque o objetivo é a minimização de risco. No negócio digital, a liderança competitiva vem da diferenciação, que tende a ser incomum e corajosa”, diz Raskino.

Segundo o Gartner, é importante lembrar os CEOs que, para que sejam bem-sucedidos, precisam encontrar novas formas de pensar seus negócios digitais. A confusão dos mundos físico e virtual pode levar a uma transformação total do produto. Por exemplo, considere como a transformação digital está impactando as indústrias automotivas e de mídia.

O negócio digital exige comportamentos empresariais de risco com tecnologia. Para muitos, a tentativa de jogar um jogo tardio de “pega-pega” não funcionará, então as estratégias de salto devem agora ser consideradas. O negócio digital exige um novo tipo de mentalidade e é seu trabalho ajudar o CEO a reconhecer a necessidade. “Ajude seus CEOs a um pensamento abstrato sobre a natureza da mudança de negócios digitais e sobre como liderá-la”, diz Raskino. “A disrupção que traz não pode muitas vezes ser tratada totalmente dentro de quadros de referência existentes”, diz.