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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

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Category: Opinião

Por Bruno Alves, Diretor de Estratégias Digitais da Plusoft

Mergulhar na Transformação Digital se tornou obrigação para empresas que desejam se manter ativas no mercado, competindo de igual para igual com seus concorrentes. Entender o contexto em que as pessoas vivem, totalmente conectadas e com fontes de informações fragmentadas, é essencial para as companhias revolucionarem seu modelo de negócio.

Quando chegou ao Brasil no final da década de 1990, a Internet era alvo de dúvida das empresas, que questionavam se realmente valeria a pena estarem conectadas, terem e-mail e website. O passado parece tão distante diante dessa nova era na qual o digital, em poucos anos, ganhou força extraordinária. As prioridades empresariais do momento estão centradas na necessidade de automatizar os processos, criar aplicativos mobile e soluções chatbot para executar as tarefas repetitivas de rotina e liberar profissionais para funções mais estratégicas.

As mudanças já em curso nos modelos e processos dos negócios se tornaram urgentes para atender a um novo consumidor que está chegando ao mercado. Segundo estimativas da revista Fast Company, a geração Z representará 40% de todos os consumidores até 2020. Esses consumidores, considerados digitais e que nasceram a partir de 1994, são os que mais cobrarão de companhias mudanças condizentes com a era digital no que se refere a atendimento, relacionamento e produtos personalizados para suas necessidades e interesses.

Atender às expectativas desse público chamado de consumidor 3.0 é uma tarefa desafiadora para as corporações que pretendem se destacar nos próximos anos. Para cumprir esse desafio, a primeira missão é aderir inteiramente a estratégia omnichannel – convergência de todos os canais em uma única plataforma- para que, por meio das soluções tecnológicas, as empresas explorem todas as possibilidades de interação com seus públicos de forma contínua e personalizada. A ominicanalidadeé um caminho sem volta para empresas que desejam fidelizar seus clientes.

Além do desafio de incorporar a Transformação Digital, a inclusão dos departamentos backoffice será mandatória para as organizações que desejam sucesso nesse novo movimento. Não adianta as companhias investirem na modernização de toda a operação sem antes preparar a equipe para isso. A Transformação Digital não envolve apenas tecnologia, mas, sim, planejamento e coragem para a mudança. Por essa máxima entende-se que a modernização depende muito mais da aderência e familiarização dos colaboradores com todas as tecnologias, sendo que a infraestrutura vem logo na sequência para apoiar a visão desses líderes.

A inovação nem sempre acontece quando usamos várias ferramentas tecnológicas ao mesmo tempo. É fundamental, antes de tudo, mudar a forma como a organização enxerga os recursos, a maneira que executa os processos e como utiliza as soluções tecnológicas para alcançar os resultados desejados. Igualmente importante é entender quais tecnologias são essenciais para cada negócio e estar ciente de que não existe empresa bem-sucedida se ela não tiver uma boa estrutura de TI, assim como modernos sistemas e equipamentos. Com a equipe engajada na Transformação Digital e todas as etapas sugeridas cumpridas, a próxima fase é manter toda a operação com a máxima eficiência e buscar inovar constantemente, ainda que em pequenos detalhes.

Tem se consolidado dentro das empresas um movimento de transformação para proporcionar experiências customizadas para seus diversos consumidores. Companhias estão intensificando investimentos em soluções que coletam e analisam diferentes perfis de clientes. Segundo pesquisa da Forrester Research, o uso de tecnologias como CRM e Customer Analytics pelas organizações deve aumentar 28% este ano. Esses sistemas são responsáveis por armazenar e conectar de forma inteligente informações sobre atividades de consumidores e suas interações com as marcas, provendo informações importantes para a tomada de decisões de executivos sobre os rumos dos negócios e a criação de novos produtos. O CRM deverá continuar como um dos segmentos de crescimento mais acelerado no mundo em relação aos investimentos das corporações em Transformação Digital.

Está comprovado que a nova era digital pode impulsionar o lucro das organizações. De acordo com a pesquisa “Be the New Digital Enterprise”, da Accenture, as corporações baseadas em Transformação Digital são 26% mais lucrativas do que outras céticas ao tema. Estimativas indicam, ainda, que há pelo menos US$ 100 trilhões que poderiam ser injetados nos negócios e na sociedade com a adoção da Transformação Digital. Os números provam que esse é um caminho sem volta. Os líderes que acreditarem em digital terão mais condições para transformar suas empresas em modelos de crescimento e de sucesso para o mercado. Vale a pergunta: você ficará para trás?

Diego Bortolucci, Head SAP Solution Center da Resource IT

A geração Y, também conhecida como millenials, revolucionou a forma de se comunicar e de fazer negócios. As pessoas nascidas entre os anos 1980 e início da década de 90 pertencem a um mundo com distâncias encurtadas pela Internet.

Diante de tanta evolução tecnológica, velocidade e gestão dos dados se tornaram palavras de ordem no mundo os negócios. Para acompanhar o frenético ritmo de consumo e de geração de informação, novas tendências precisam ser rapidamente inseridas no cotidiano de empresas e pessoas.

As diversas possibilidades de se comunicar, tais como redes sociais, conectividade como realidade, plataformas e-commerce, aplicativos e outros canais estão se tornando meios de captação de informação estratégica para os negócios. Esses valiosos dados acabam por ditar uma nova maneira de oferecer serviços e acompanhar a jornada do cliente.

A Transformação Digital está aproximando empresas e consumidores ao proporcionar formas de abordagens mais assertivas, sendo considerada, atualmente, uma nova ferramenta para ampliar as vendas e as margens de lucro.

Essa quantidade incontável de informação faz parte de um fenômeno conhecido como Big Data. O desafio está, portanto, na forma de processar, com agilidade e eficiência, um volume exorbitante de dados gerados a partir de todas essas formas de captação dessas informações.

As diversas tentativas de amadurecimento de soluções resultaram na evolução do DataWarehouse, aproveitando seu conceito e eficiência, mas aprimorado com novas metodologias e tecnologias que garantem a inovação, provendo o processamento dos grandes volumes de dados. O in-memory, por exemplo, possibilitou aproveitar os dados transacionais para analises mais ricas, trazendo ao ERP uma visão analítica, ou seja, não é mais necessário o processamento com atraso de dias. Com isso, todo esse processo ficou mais ágil e garante a performance da informação, um ativo valioso às empresas.

Os dados passaram a ser os novos mentores dos negócios. Quando processados e transformados em análises, eles dizem muito a respeito da expectativa do cliente e a melhor forma de impulsionar as vendas. A Transformação Digital, praticamente, obrigou as empresas a redesenharem seus modelos de negócios a fim de atender os anseios dos novos consumidores, muito mais exigentes, mais informados e conscientes sobre suas necessidades.

Em um mundo totalmente globalizado e com concorrência acirrada, inovar se tornou premissa básica para as companhias. Nesse sentido, os sistemas de gestão, agora aperfeiçoados, entram como ferramenta indispensável e estratégica para processar essa massiva produção de dados.

Empresas de software de gestão empresarial têm apostado em soluções de Nuvem Pública, nas modalidades SaaS (Software como Serviço), como o SAP HANA Public Cloud, que oferece mais flexibilidade para atender às novas necessidades do mercado, contribuindo ainda mais com a inovação das empresas.

Investir em um sistema de gestão que acompanha a inovação do negócio significa melhorar a governança e a eficiência dos dados gerados. Com essas duas frentes aprimoradas, a companhia amplia seu poder competitivo.

A gestão transformadora também faz uso do Aprendizado de Máquina, também conhecido como Machine Learning, e da Inteligência Artificial, para reduzir procedimentos manuais, fomentar o trabalho estratégico e gerar mais confiabilidade das informações.

Soluções inteligentes atreladas ao ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos da Empresa) contribuem para a transformação do negócio com processos definidos, garantidos e otimizados para a indústria.

Com o ERP inteligente é possível aproveitar as melhores soluções para aprimorar seus processos, ao utilizar de linguagem natural, para, por exemplo, criar requisições de compra de forma automatizada, e, com isso, reduzir processos manuais. Essa transformação auxilia na elaboração de processos mais ágeis, transformando os métodos end-to-end da corporação, melhorando todos os processos, seja de compra, venda, controladoria e faturamento.

Esses exemplos mostram que investir em um ERP completo oferece inteligência ao negócio, reduz custos e gera análises mais ágeis. A transformação do mundo está atrelada à tecnologia. Empresas precisam se adequar aos novos processos. Investimentos em sistemas ERP inteligentes devem ser prioridade para executivos que estão cientes das tendências de mercado e que investem em inovação. Sistemas inteligentes tornam empresas inteligentes.

Em uma era de imediatismos e velocidade, é preciso definir quais tecnologias precisarão ser aplicadas para alcançar objetivos de negócios e se destacar frente à concorrência.

Por Wander Cunha, diretor da Minsait no Brasil

O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR), estabelecido com o objetivo de garantir que a segurança de dados seja uma prioridade em várias esferas, tem gerado discussões significativas ao redor do mundo, principalmente dentro do ambiente corporativo.

Isso acontece principalmente porque o GDPR exige das empresas maior controle sobre os dados que circulam dentro das organizações. Com a nova norma, empresas podem realizar ações para promover maior controle dos dados que circulam dentro de seu ambiente – um plano de grande importância, já que pelo menos 90% dos documentos armazenados por empresas têm alguma informação de caráter confidencial.

Diante desse cenário, empresas não devem entender o GDPR somente como uma imposição, uma tarefa a ser cumprida, mas também uma oportunidade de trazer diferencial competitivo. Com a nova norma, podem ser aproveitadas uma série de oportunidades de agregar valor às companhias, como a evolução do relacionamento com clientes e a otimização de processos. Para isso, é necessário seguir quatro fases principais: análise, modelo documental de gestão dos dados, categorização e por último, a gestão e rastreamento de dados em todo o seu caminho pela empresa.

Apesar de parecer uma tarefa complicada, é necessário começar com pequenos passos, como o CRM. Partindo dessa estrutura, que prioriza as informações vitais para o desenvolvimento do negócio, é possível caminhar até às tecnologias com um nível superior de processamento, como a linguagem neural – que permite classificar, extrair e hierarquizar informações gerando maior controle sobre os dados.

Nesse caminho, é possível obter benefícios significativos. No que diz respeito à relação com os clientes, empresas que conseguirem garantir o domínio e a privacidade dos dados com um modelo 360° poderão coletar os dados de clientes e ter um maior conhecimento sobre eles, sendo capazes de orientá-los de maneira mais assertiva e de aplicar procedimentos de retenção diferenciados.

Internamente, empresas terão benefícios com a gestão de conteúdo mais eficaz, que ajuda a otimizar o uso das informações, diminuindo custos e gerando maior controle sobre os processos de negócio. Nesse sentido, localizar documentos de forma rápida e implantar políticas eficazes de controle dos dados são apenas a ponta do iceberg de consequências úteis para companhias de vários setores.

Dessa forma, o GDPR representa uma oportunidade sem igual para as organizações avaliarem todo o potencial de dados que possuem à sua disposição e gerar maior segurança e produtividade, fidelizando clientes e trazendo maior produtividade para seus processos internos. Companhias brasileiras devem estar atentas para esse novo cenário: as empresas que conseguirem se adequar a essa nova realidade com certeza terão um diferencial competitivo importante para os próximos anos.