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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

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Category: Opinião

Por Luciano Carino, Diretor para o Mercado Empresarial da Embratel

As soluções armazenadas em Nuvem (Cloud) estão trazendo uma nova realidade para o mundo empresarial. As ofertas de Cloud Computing estão mudando a regra do jogo, igualando as condições de competição e possibilitando que médias e pequenas empresas (PMEs) tenham acesso à última palavra em tecnologia, ao contrário de outros tempos nos quais modernas infraestruturas de TI estavam disponíveis apenas para grandes corporações com orçamentos para compra de equipamentos e programas que, na maioria dos casos, eram caros e com vida útil efetiva de menos de dois anos.

Na era digital, com serviços de TI que inclusive já podem ser contratados conforme o uso, o modelo de competição muda e deverá acelerar a potência das PMEs. Até pouco tempo atrás, era inimaginável pensar que uma multinacional e uma pequena empresa pudessem ter acesso à mesma infraestrutura tecnológica. Pesquisas recentes do Gartner mostram que mais da metade das PMEs dos Estados Unidos estão investindo na aquisição de soluções em Cloud. As ofertas Cloud trazem escalabilidade, flexibilidade, agilidade e melhor custo-benefício que precisam para suportar o crescimento de seus negócios.

Crescendo os negócios, a expansão da capacidade de armazenamento é estratégica. Basta contratar uma Nuvem escalável para atender as demandas investindo de forma inteligente em sistemas terceirizados armazenados em Cloud (Nuvem), diferente de antes, quando os pequenos e médios empresários precisavam fazer altos investimentos em infraestrutura própria, com equipamentos físicos (servidores por exemplo), local apropriado para instalação e equipe técnica para suporte e manutenção.

Com o Cloud Computing, os empreendedores podem facilmente comprar, aumentar ou diminuir a capacidade de seus sistemas, assim como contar com o suporte de uma equipe técnica especializada, pronta para atuar na gestão da estrutura e até em situações de falha. A diminuição do risco financeiro também é uma vantagem de sistemas em Nuvem terceirizados, uma vez que o orçamento previamente planejado não é comprometido, pois já há no mercado soluções em Cloud com pagamento conforme o uso. Isso significa que os setores financeiro e de TI conseguem, juntos, visualizar quanto está sendo utilizado da estrutura e, consequentemente, quanto será cobrado. Essa visibilidade do uso de capacidade versus custo é primordial para a organização de uma PME.

A facilidade de implementação e gestão da Nuvem também é um diferencial para as pequenas e médias empresas. As plataformas possuem interface intuitiva e permitem que todos os colaboradores, independente da cultura tecnológica de cada um, acessem os ambientes em Cloud com agilidade e sem a necessidade de treinamentos frequentes. Esse é um dos motivos pelos quais as organizações que já investiram na tecnologia registram um aumento de produtividade que, em curto prazo, compensa o investimento inicial na aquisição das soluções.

Outro benefício das estruturas em Nuvem para PMEs é a atualização constante, feita por fornecedores altamente capacitados e preparados para essa atividade, permitindo que os empreendedores se dediquem à gestão de seus negócios e não mais ao controle de equipamentos e sistemas. A terceirização dos ambientes de TI libera os gestores para que invistam o tempo em outras questões estratégicas, como planejamento de vendas ou desenvolvimento de novos produtos, deixando a TI para especialistas no assunto.

A segurança dos dados armazenados em Nuvem também evoluiu, tranquilizando as empresas mais céticas quanto ao uso da tecnologia. Estudos recentes mostram que Data Centers externos são mais seguros e modernos do que os servidores locais. A terceirização dos ambientes também garante que os dados estarão seguros em caso de possíveis falhas e danos em hardware ou software locais. Isso acontece porque as informações são replicadas em diferentes servidores, de modo que, se o equipamento principal apresenta erro, o cliente continua acessando normalmente e com segurança os seus dados no Data Center secundário. Esse nível de segurança da informação não é possível quando há apenas estruturas físicas armazenando os dados das empresas, especialmente para evitar o ataque de hackers ou controlar o acesso da aplicação e criptografia de informações.

Um exemplo prático da necessidade de pequenas e médias empresas atuarem com Nuvem é também uma lição aprendida com os ataques de 11 de setembro. O que aconteceu com diversas PMEs alocadas nas torres gêmeas comprovam que o uso de Nuvem teria mudado os seus destinos. Muitas empresas que atuavam ali tinham site backup localizados na outra torre ou nas proximidades, em áreas afetadas pelos ataques. Essas organizações perderam os dois sites e toda sua informação. Isso afetou não só a atuação de inúmeros clientes que dependiam desses dados, como a continuidade do negócio de muitas dessas PMEs. Mais da metade das pequenas e médias empresas afetadas fecharam as portas porque perderam todos os seus dados e não conseguiram se reconstruir. Caso tivessem um segundo Data Center para recuperação dos dados totalmente separado fisicamente do Data Center primário, os negócios poderiam ter prosperado.

O Brasil vive um verdadeiro ‘boom’ na criação de empresas. De janeiro a outubro de 2017 foram registradas de mais 1,9 milhão de novas companhias. Além de grande parte delas serem PMEs, as pesquisas indicam que empreender faz parte das intenções de dois em cada três jovens brasileiros para os próximos anos. A tecnologia é um grande alicerce para que esses planos se tornem realidade e para que pequenas e médias empresas se transformem em expoentes econômicos.

Sem dúvida, as aplicações Cloud já estão mudando a dinâmica do mercado e a transformação em pequenas e médias empresas será enorme, pois mudará a forma como as PMEs vivenciam TI, oferecendo a escalabilidade, segurança e flexibilidade que esses empreendimentos precisam. Empresas que desejam ampliar seus negócios nos próximos anos não podem ficar aquém no quesito tecnologia. A tendência é que as empresas que mais investirem em inovações como a Computação em Nuvem serão as que apresentarão os melhores resultados do mercado.

Por Marco Stefanini

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Ao completar 30 anos da empresa que desenhei em meados dos anos 80, me deparei com o fato de que, embora essa jornada até aqui tenha sido gratificante, o cenário futuro é ainda mais inspirador. Recentemente, o The Boston Consulting Group (BCG) divulgou o relatório “Why Multilatinas Hold the Key to America’s Economic Future” (em português, Por que as Multilatinas são a chave para o futuro econômico das Américas) sobre a importância das empresas multinacionais latino-americanas para o futuro econômico do continente.

Foram listadas 100 empresas mais relevantes em termos de crescimento e retorno financeiro na América Latina. A Stefanini figura entre este seleto grupo como a única empresa de tecnologia brasileira. O estudo sinaliza que é possível navegar na turbulência, identificar novas oportunidades de negócios e se transformar. É justamente isto que estamos fazendo – nos transformando para ajudar nossos clientes nos desafios da sua transformação digital.

Neste movimento de transformação, definimos, no inicio deste ano, um novo propósito para nossa empresa. Em um exercício que conectou mais de 450 líderes em diversos países que atuamos, fizemos uma dinâmica de cocriação que trouxe à tona a essência do que nos propomos realizar juntos com nossos clientes e a sociedade em geral: cocriar soluções para um futuro melhor.

Entendemos que para atender e colaborar com as mudanças da sociedade, precisamos de empresas que se posicionem como inovadoras, desenvolvendo soluções que contribuam para mudanças de impacto social, valorizando tanto as pessoas quanto as novas tecnologias. E por mais que as tecnologias sejam importantes para a evolução da sociedade, a transformação digital de fato é uma transformação cultural, que começa na mente do executivo e se estende por todas as pessoas da organização.

Como diz Felipe Monteiro, professor do Insead – Institut Européen d´Administration des Affaires, uma das principais escolas de negócios do mundo –, o primeiro desafio vem antes mesmo de a mudança começar a acontecer, já que a liderança precisa ter muita coragem para encarar essa jornada inevitável.

É praticamente um mergulho no desconhecido porque não dá para prever todos os passos que vêm a seguir. “O CEO precisa estar confortável com uma questão complexa: ele não sabe exatamente onde vai chegar, mas sabe que precisa começar a se mexer. Não dá para esperar, ter 100% de certeza de que tudo vai dar certo”, explica o professor.

Provavelmente, a maioria das 100 empresas mencionadas no relatório do BCG deu este mergulho no mindset de crescimento para conquistar um espaço de destaque, associado ao fôlego para fusões e aquisições. Também mostraram capacidade de se conectar com os consumidores, gerenciar cadeias de valor apesar de ambientes regulatórios e fiscais difíceis, inovar e cultivar talentos.

De acordo com o estudo, outro fator responsável pelo sucesso das multilatinas é sua força na construção de um relacionamento de confiança e colaboração com os clientes. As estratégias customer-centric permitem ao consumidor se engajar, desde o desenvolvimento de produtos até a repercusão de suas opiniões no mundo digital.

Traduzo essa visão no conceito de cocriar. Esse termo ganhou força em 2004 no livro “O futuro da Competição”, escrito por C. K. Prahalad e Venkat Ramaswamy, e se trata de uma visão maior do que o customer-centric. A cocriação é o exercício de somar forças, empresas e clientes, para juntos inovarem com uma experiência que envolve, de fato, o consumidor. Em um mundo mais colaborativo, a tecnologia é uma aliada aos desafios dos negócios e, somente em um exercício cocriação, conseguimos utilizá-la para atinguir resultados maiores.
Todos esses pontos mostram o compromisso que as empresas têm na construção deste futuro inspirador. O crescimento na utilização de novas tecnologias, tais como Inteligência Artificial, Analytics, Blockchain e impressão 3D, revela um mundo mais amplo, onde as pessoas podem criar mais, explorar mais e realizar mais. É um mundo de abundância, onde cada vez mais as conexões e integrações permitirão inovar. Por isso, acho pertinente difundir nosso propósito, em consonância com os anseios do mundo moderno.

Queremos, a partir de agora, que mais pessoas se juntem a nós para cocriar soluções para um futuro melhor. O futuro inovador que queremos só pode ser desenvolvido se caminharmos juntos, se transformando para poder transformar.

(*) Marco Stefanini é fundador e CEO Global da Stefanini

Por David Jones, Diretor de Vendas da Dynatrace

Um dos principais marcos da tecnologia nos últimos 12 meses foi o crescimento de valor do Bitcoin. As bolsas digitais tiveram picos enormes de tráfego, causando, em alguns casos, até a falta da moeda virtual. Em novembro de 2017, por exemplo, duas das maiores corretoras de criptomoeda, a Coinbase e a Gemini, saíram do ar, tornando impossível para muitos usuários a realização das transações com a moeda digital. O resultado dessa falha foi uma queda drástica de 20% no valor do Bitcoin durante este período.

Naquela época, a Coinbase relatou que um dos níveis mais elevados de tráfego na Web contribuiu para a queda do sistema. No entanto, essa não foi a primeira vez que a corretora passou por problemas. No início de 2017, a Coinbase quebrou após uma compra frenética originária da Ásia, de investidores japoneses que correram para comprar a criptomoeda após ela ter se tornado juridicamente legal. A corretora adotou uma abordagem honesta quanto ao caso e o CEO, Brian Armstrong, avaliou que a empresa espera ter menos interrupções no futuro, durante períodos de alto volume de tráfego.

Blockchain está tornando as coisas difíceis?
A baixa performance não é algo que as empresas e consumidores modernos aceitarão, por isso, essas questões precisam ser controladas. O que dificulta a cotação de Bitcoins? O Bitcoin é um precursor do uso de Blockchain, que se trata de uma lista crescente de registros chamados blocos, conectados e protegidos por criptografia. Esses registros fornecem meios verificáveis de como documentar as transações.

Enquanto Blockchain se espalha pelas redes, o ônus de como essa tecnologia se comporta e funciona cairá nas equipes que integram as redes de descentralização em suas “pilhas tecnológicas”. No entanto, o uso de Blockchain na Web e em Nuvem acontecerá em ambientes de TI muito complexos, que certamente incluirão recursos de computação escalável, existentes apenas de maneira temporária. Não é apenas isso, mas Blockchain processará milhares de transações por minuto e a escala vai criar desafios de monitoramento, mesmo para as organizações de TI mais avançadas. Essa explosão de transações e complexidades exigirá uma abordagem de monitoramento totalmente inovadora.

Monitore e rastreie para entender a cadeia
Monitorar Blockchain requer visibilidade em toda a estrutura tecnológica e em todas as transações digitais que são processadas por essa tecnologia. Você não pode ignorar as solicitações ou informações de amostra/acelerador ao administrar Blockchain. Não pode acreditar cegamente que aplicações, serviços, processos, redes ou infraestruturas estão sempre fornecendo 100% de disponibilidade e performance otimizada.

No entanto, as equipes de TI também precisam entender os insights gerados por meio dos processos de monitoramento e, a partir desse conhecimento, os recursos deterministas de Inteligência Artificial (IA) serão essenciais. Ao utilizar algoritmos customizados de Machine Learning, as organizações podem autodescobrir e autoestabelecer os 100% do tráfego de rede, do consumidor final à aplicação de Blockchain e à sua Infraestrutura de TI. Esse mapa gerado pela IA fornecerá uma compreensão completa de todas as entidades, relacionamentos e dependências envolvidas na operação de Blockchain, baseada em uma aplicação e ajudando as equipes de TI a determinarem o impacto dos eventos relacionados à performance e o responsável pelas causas que possam surgir.

Porém, a compreensão é apenas uma parte do quebra-cabeça. O próximo passo é utilizar como base os algoritmos de Machine Learning para estabelecer, comparar períodos e criar visualizações de dados multidimensionais, com o objetivo de determinar e classificar problemas que possam ocorrer de maneira inevitável nos ambientes complexos que utilizem Blockchain. Como resultado, as empresas podem desenvolver autorregeneração de suas aplicações em Blockchain. Se uma aplicação dessa tecnologia estivesse com algum problema de memória, por exemplo, a Inteligência Artificial determinista (Machine Learning) poderia detectar esse estado e iniciar uma correção de ajuste da configuração de memória automaticamente, mantendo a capacidade da aplicação para processar os blocos de informações.

Blockchain possui aplicações mais amplas
O monitoramento de performance de Blockchain será fundamental para as empresas evitarem falhas como as que observamos hoje na bolsa de valores de Bitcoins. Mas não é apenas o valor de Bitcoin que pode ser afetado pelas falhas. Blockchain possui outras aplicações fora do mundo financeiro que podem ser afetadas.

Por exemplo, em uma cadeia de fornecimento, as aplicações de Blockchain rastreiam os bens à medida que se movem e nessa mesma cadeia, organizando melhor os dados de rastreamento e colocando-os em uso. O Walmart está trabalhando atualmente com a IBM para utilizar a tecnologia de Blockchain, com o objetivo de rastrear as mercadorias durante cada etapa da cadeia de fornecimento – distribuindo alimentos frescos para os consumidores com mais rapidez e fornecendo rastreabilidade completa em todo o processo. Porém, uma falha nesse caso poderia significar a perda de visão do estoque ou de bens, simplesmente por não estar no local e no momento correto, diminuindo assim a entrega para os consumidores e criando um impacto negativo em suas experiências.

À medida que o uso de Blockchain se torna mais generalizado, deve ser muito importante não monitorá-lo. Embora possa parecer como um outro tijolo na parede da complexidade de TI, com uma gestão adequada, Blockchain pode se encaixar perfeitamente no ecossistema digital e fornecer valor, ao invés de muitas dores de cabeça para as equipes de TI.