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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

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Category: Opinião

por Edmilson Santana*

Desde quando a nota fiscal eletrônica se tornou obrigatória em todo o País, em 2007, o sistema da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) já mudou várias vezes o processo por conta dos ajustes à nova realidade fiscal brasileira, que envolve corrigir erros, mudar algumas informações e se tornar cada vez mais eficiente.

Assim, quando um grupo de mudanças é reunido, são liberadas notas técnicas que trazem essas diversas alterações nos processos de emissão da NF-e. Em 2018 é a vez da NF-e 4.0! É importante acompanhar essas mudanças, pois elas acontecem de forma rápida e o não cumprimento do padrão determinado pela SEFAZ para emissão de uma nota fiscal eletrônica pode prejudicar sua empresa.

A versão 3.10, que é anterior à 4.0, será desativada em abril de 2018. Por isso, é importante garantir que o sistema utilizado para a emissão de documentos fiscais esteja adequado para a nova geração da NF-e. E o que muda com a NF-e 4.0?

A NF-e 4.0 trouxe várias mudanças de leiaute, campos novos e regras de validação. Só para citar algumas, foi criado um grupo que vai rastrear produtos propensos à regulação sanitária, como por exemplo, produtos veterinários, medicamentos, bebidas, produtos odontológicos, entre outros que tem supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse novo campo é chamado “Rastreabilidade de Produtos”.

Uma outra mudança importante da NF-e 4.0 é a criação de novas modalidades de frete. Foi incluído o transporte próprio por conta do remetente, assim como o em função do destinatário. O campo do valor total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), devolvido quando este for informado nos itens também é outro diferencial. O campo “Formas de Pagamento” mudou para “Informações de Pagamento” e foi adicionado o campo valor do troco. Assim, o campo indicativo da Forma de pagamento foi removido. O grupo “Informações de Pagamento” vai ter validação de preenchimento para NF-e e para NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica), de acordo com o critério estabelecido por cada Estado.

O ambiente de produção da NF-e 4.0 entrou em vigor desde o início de outubro. A partir desta data, as notas fiscais já estão sendo emitidas na versão 4.0, mas ainda é opcional. As duas versões – 4.0 e 3.1 – estão disponíveis. A desativação da versão anterior, porém, já está aí, e deve encerrar em dois de julho de 2018. Ou seja, é o prazo final para a migração à nova versão da NF-e. O modelo antigo 3.10 será desativado e só será possível emitir a nota fiscal na versão 4.0.

É importante que neste período de recesso que se aproxima as empresas não deixem suas operações fiscais “de férias” também. Apesar do ambiente da NF-e 4.0 estar em produção, o tempo, agora, range. É hora de aproveitar este momento para adequar os sistemas, buscando parceiros especializados a fim de não prejudicar as operações e, consequentemente, os negócios, quando o ambiente 4.0 entrar em vigor.

*Edmilson Santana é consultor SAP/ NF-e da AMcom, empresa especializada em sustentação e desenvolvimento customizado de sistema. Mais informações www.amcom.com.br

Por Silvio Vidoto*

Há quem diga que a informação é o novo petróleo. As tecnologias de big data e analytics abriram inúmeras possibilidades, principalmente para quem trabalha com planejamento de comunicação e marketing. Por outro lado, é preciso lembrar que os princípios deste trabalho continuam os mesmos. Não adianta fazer um plano de levantamento e análise de dados, se o objetivo central da campanha não for o propósito primordial do marketing: a conquista do cliente.

Autor dos conceitos mais tradicionais de marketing, Philip Kotler coloca o cliente como a finalidade central das ações. Este princípio não mudou, mas o que temos agora são novas ferramentas e maneiras de fazer esta conquista.

Hoje, com a análise de dados públicos disponíveis na rede, conseguimos saber onde nosso cliente está, do que ele ou ela gosta, em que horário está online e como se comporta nas redes. Conseguimos também falar diretamente para esta pessoa quando partimos para as ferramentas de segmentação.

São soluções que facilitam, e muito, o trabalho do profissional de marketing, mas que também podem limitar as perspectivas de crescimento do negócio. Uma das grandes armadilhas do marketing digital pode ser justamente a segmentação excessiva do target. Quem fica dependente das medições e segmentações pode acabar fechando portas para novas oportunidades.

Dependendo do produto, uma campanha mais abrangente pode atrair a atenção de outros públicos ou, até mesmo, gerar indicações. Quando uma marca é conhecida por um número maior de pessoas, o reconhecimento do cliente tende a aumentar nesta mesma proporção.

Esta foi a lógica que fez tanto sucesso com os anúncios no horário nobre da TV nas décadas de 80 e 90. Milhares de pessoas assistiam ao anúncio, apenas uma pequena parcela delas era, realmente, cliente em potencial para aquele produto. E há marcas que são reconhecidas até hoje. Atualmente, porém, é muito raro ver uma marca oferecendo insistentemente seu produto para todo mundo.

Integração de estratégias

O perfil de preferência e comportamento de consumidores e clientes mudou. As pessoas buscam conteúdo de qualidade e características com as quais se identificam naquela marca. Por exemplo, marcas que postam conteúdos relevantes nas redes sociais, conquistam maior número de seguidores, independentemente de serem clientes ou não. Recentemente, uma pesquisa realizada pelo LinkedIn mostrou que o conjunto de pessoas que utiliza a rede social para buscar conteúdo é 15 vezes maior do que o grupo que está em busca de emprego.

São as interações e a troca de conteúdo relevante que fazem o sucesso de uma campanha digital. E, estas interações não partem apenas das ações online. Recentemente, a Unify participou de um grande evento de tecnologia. Nossa participação, como expositores, seguiu a uma metodologia bem tradicional de marketing e, além do sucesso no estande, nossa presença nas redes sociais fez toda a diferença. Conquistamos um alcance de quase 100 mil pessoas com as nossas ações digitais e, quase três semanas após o término do evento, continuamos a estabelecer contatos com stakeholders nas redes.

Neste caso, foi o marketing tradicional que abriu espaço para uma campanha digital muito bem-sucedida. Outro ponto importante neste caso foi a uniformidade do discurso em nossas mídias sociais, nas redes das nossas empresas parceiras e dos nossos executivos. Quando as informações que chegam em diferentes canais são coerentes umas com as outras, elas ganham credibilidade junto ao cliente.

Por tudo isso, uma das estratégias que mais valorizamos e estimulamos é a participação de líderes e de parceiros nas redes. Quando um líder produz conteúdo de qualidade, ele atrai a atenção para a marca que representa e fica mais próximo do cliente em potencial.

Um dos conceitos mais conhecidos para estas ações é o de “Cultura Participativa”, defendido pelo professor Henry Jenkins, um dos maiores pesquisadores em mídia digital do mundo. Ele diz que “o fluxo de conteúdos por múltiplas plataformas de mídia, a cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e o comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação” criam uma cultura de convergência. Quando o conteúdo da sua empresa é convergente nas redes sociais, ele ganha relevância e, ao mesmo tempo, a credibilidade de quem realmente interessa: o cliente.

* Silvio Vidoto é diretor de Marketing da Unify

Silvia Aragão (*)

Com acesso fácil à Internet e uma relação de cumplicidade cada vez maior com os canais sociais, os consumidores de hoje interagem o tempo inteiro e esperam das marcas uma relação de respeito e transparência. A geração millennial, formada por pessoas nascidas após 1980, sabe que está no comando e o quanto influencia na construção da reputação das marcas, por meio da divulgação de suas experiências nas redes sociais, grupos de mensagens ou sites de reclamação.

Os novos consumidores se sentem empoderados e querem fazer a diferença. Eles são questionadores e têm várias opiniões sobre tudo. A criatividade é outra característica marcante desta geração, que muitas vezes participa da criação de uma startup ou passa a utilizar os seus serviços em função da agilidade, eficiência e redução de custos.

Para as questões financeiras, muitos são adeptos das fintechs. De acordo com uma pesquisa divulgada em setembro pela Cantarino Brasileiro sobre a percepção que os consumidores de serviços financeiros têm sobre o mercado de fintechs, os jovens são os que mais utilizam os serviços: 21% entre 16 e 24 anos e 17% entre 25 e 34 anos. As startups mais requisitadas pelo consumidor são de investimentos e cartões de crédito.

As melhores taxas e a economia são os principais critérios para a escolha de uma instituição financeira pelo público jovem – 52% entre 16 e 24 anos e 54% entre 25 e 34 anos. Na era digital, o acesso mais barato a novas tecnologias, aliado à redução de burocracia e à oferta de um serviço mais personalizado e dinâmico, acabam impulsionando o segmento das fintechs, exigindo das empresas um novo olhar sobre o atendimento ao cliente.

Para acompanhar a revolução do empoderamento das gerações Y e Z, as organizações precisam explorar o máximo da tecnologia para compreender a jornada do cliente e, a partir dessas informações, oferecer uma experiência personalizada. Para atingir este objetivo, as empresas podem contar com soluções de Analytics, Big Data, Inteligência Artificial, Machine Learning e APIs. Ao permitir que tudo esteja conectado, nos deparamos com uma revolução do poder jamais experimentada pelas gerações anteriores.

Embasados em fontes infinitas de informação, o consumidor quer se conectar com as marcas, a qualquer hora, pelo canal de sua preferência. Não é mais a empresa que define se quer falar com ele por telefone ou chat. É o consumidor que escolhe se hoje ele quer interagir por um chatbot e, amanhã, por redes sociais ou e-mail.

Para que as marcas se sobressaiam neste cenário em que o digital se impõe cada vez mais, é preciso investir em plataformas multicanais intuitivas, que tornem as interações mais fluidas tanto para os agentes quanto para os consumidores. O digital é um caminho sem volta para as transformação dos negócios.

De acordo com a consultoria PwC, no Brasil, 69% das pessoas têm uma impressão positiva depois de interagir com uma marca via redes sociais. E hoje, muitos desses contatos já são realizados por sistemas automatizados, apontados como a próxima tendência para o atendimento ao cliente.

Ao equilibrar o elemento humano dos canais tradicionais e a eficiência das novas tecnologias digitais, as empresas podem gerar experiências memoráveis com um alto grau de resolução das demandas e expectativas. Como diz o americano Simon Sinek, autor da palestra “How Great Leaders Inspire Action” (Como Grandes Líderes Inspiram Ação), “Todo mundo sabe o que faz, mas são poucos os que conseguem responder o porquê. As pessoas não compram o que você faz. Compram o porquê você faz”, diz ele.

(*) Silvia Aragão é diretora comercial e de novos negócios da Orbitall